Petróleo despenca quase 14% após sinal de trégua entre EUA e Irã
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Petróleo despenca quase 14% após sinal de trégua entre EUA e Irã
Os preços do petróleo registraram forte queda nesta quarta-feira (8), após sinais de desescalada nas tensões entre Estados Unidos e Irã, especialmente em relação ao tráfego no estratégico Estreito de Ormuz.
Por volta das 7h30 (horário de Brasília), o barril do tipo Brent recuava 13,85%, sendo negociado a 94,14 dólares no mercado internacional.
A queda ocorreu após o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, indicar que a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz poderá ser retomada de forma segura nas próximas semanas. Segundo ele, caso os ataques ao país sejam interrompidos, as Forças Armadas iranianas também suspenderão suas operações defensivas.
“Por um período de duas semanas, a passagem segura pelo Estreito de Ormuz será possível mediante coordenação com as Forças Armadas do Irã”, afirmou o chanceler em publicação nas redes sociais.
Pouco antes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o adiamento de um ultimato que previa ações militares contra o Irã. De acordo com ele, os EUA suspenderão possíveis ataques por um período de duas semanas, abrindo espaço para negociações diplomáticas.
Em comunicado, Trump afirmou que a decisão foi tomada após conversas com lideranças do Paquistão e condicionada à garantia de abertura “completa, imediata e segura” do Estreito de Ormuz.
O presidente também declarou que os dois países estariam avançando em um possível acordo de paz, com base em uma proposta apresentada pelo Irã, que poderia servir como base para negociações mais amplas.
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo. Qualquer risco de interrupção no local costuma impactar diretamente os preços globais da commodity.
Impacto global
A forte queda nos preços reflete o alívio temporário do mercado diante da possibilidade de redução das tensões no Oriente Médio — região responsável por grande parte da produção mundial de petróleo.
Especialistas, no entanto, alertam que o cenário ainda é incerto, já que a trégua anunciada é temporária e depende do avanço das negociações entre os países envolvidos.





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