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Durigan pede adesão de distribuidoras a subvenções após resistência de grandes empresas


Fonte: Canva
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Uma das novidades é uma nova subvenção para os produtores brasileiros de óleo diesel, que se somará à de R$ 0,32 por litro que já está em vigor


O ministro da Fazenda, Dario Durigan, pediu que distribuidoras de combustíveis adiram às subvenções anunciadas pelo governo federal às empresas do setor nesta segunda-feira, 6, para mitigar os efeitos do conflito no Oriente Médio.


Segundo ele, o governo espera que não haja resistência por parte das empresas nas novas medidas divulgadas. Grandes distribuidoras – como Vibra, Ipiranga e Raízen – decidiram não aderir por ora, à primeira subvenção ao óleo diesel, anunciada em março.


“Sobre as distribuidoras, eu acho importante [a adesão]. A gente teve uma primeira conversa com as distribuidoras e houve também por parte das distribuidoras uma preocupação com um abastecimento, uma implantação”, disse o ministro durante entrevista coletiva.


“Eu custo a crer que, depois de um esforço dessa monta governo federal, um governo articulado pelos estados uma subvenção robusta, substantiva que tem sido feita, que não haja adesão das distribuidoras”, complementa.


Para tentar evitar que a escalada das cotações internacionais do petróleo leve à disparada do diesel nas bombas e para as empresas de transporte, a União ofereceu, em março, pagar R$ 0,32 por litro do combustível para produtores e importadores. Em contrapartida, as empresas não podem vender acima de um preço fixado pelo governo.


Com a resistência de grande parte do setor, o governo voltou a anunciar novas medidas, com subvenção de R$ 1,20 para a importação de diesel rodoviário, e subvenção de R$ 0,80 por litro de diesel produzido no Brasil. Este último se soma à subvenção de R$ 0,32 por litro que já está em vigor. Além disso, haverá isenção de impostos federais sobre o biodiesel.

O governo espera que essa ampliação da subvenção seja importante para alterar o cenário de resistência das grandes empresas.


Por outro lado, aderiram Petrobras, Refinaria de Mataripe (operada pela Acelen, empresa de energia controlada pelo fundo Mubadala Capital, dos Emirados Árabes Unidos), Sea Trading Comercial, Midas Distribuidora e Sul Plata Trading, de acordo com Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).


O parque de refino da Petrobras, maior fabricante de diesel do país, e o da Acelen dão conta de cerca de 70% de toda a demanda de diesel do país. Os 30% restantes são importados.


As três grandes distribuidoras que decidiram não aderir compram diesel das refinarias da Petrobras e da Acelen, mas também respondem por cerca da metade da importação brasileira do combustível.




 
 
 

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