Usina de etanol de trigo tem quase 25% da obra concluída em Passo Fundo (RS)
- Ecoflex Trading
- 26 de set. de 2025
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Em fase avançada de construção, a usina de etanol da Be8 Ethanol já desponta como um dos maiores investimentos privados do Rio Grande do Sul nos últimos anos: R$ 1,3 bilhão. A planta, erguida em uma área de 80 hectares, deve iniciar operações no final de 2026, com capacidade para produzir 210 milhões de litros de etanol por ano, o equivalente a 20% da demanda gaúcha do biocombustível.
A obra, iniciada em julho de 2024, já alcançou cerca de 24,5% de avanço físico. Atualmente, entre 400 e 450 pessoas trabalham no canteiro, número que pode chegar a 1,2 mil no pico da construção, previsto para março de 2026. Ao ser concluída, a planta deve empregar 150 trabalhadores diretos e mais de 450 indiretos, além de movimentar diariamente entre 300 e 400 caminhões.
Além de etanol, a nova usina irá diversificar a produção e abrir oportunidades para diferentes setores. O empreendimento produzirá também glúten vital – insumo nobre utilizado na panificação e hoje 100% importado pelo Brasil –, CO2 para bebidas gaseificadas e DDGS, farelo proteico destinado à alimentação animal.
Segundo o presidente da Be8, Erasmo Battistella, a unidade representa um salto em inovação. “Não temos na América Latina uma unidade de glúten desse porte, nem no mundo uma planta que reúna todas essas características. Estamos trazendo para Passo Fundo algo inédito, aliado a outros empreendimentos do grupo, sempre com o DNA de inovação e sustentabilidade”, ressaltou.
A flexibilidade é outro diferencial. Embora o projeto parta do processamento de trigo – estimado em mais de 500 mil toneladas anuais, o equivalente a 250 mil hectares de lavouras –, a usina também poderá trabalhar com milho e outros cereais, ampliando as possibilidades de matéria-prima.
Assim, a nova usina quer ser vista como uma oportunidade para fortalecer a agricultura de inverno. Com a garantia de um comprador fixo e de grande escala, a companhia acredita que produtores locais terão estímulo para ampliar a área de plantio de trigo e triticale, agregando valor mesmo a grãos que não atendam ao padrão de panificação.
Economia local
Para que a planta entre em funcionamento, Battistella destacou que a prioridade é investir na economia local para execução da obra. “Temos feito um esforço enorme para adquirir o máximo possível de materiais e serviços da produção regional. É um investimento bilionário que, ao mesmo tempo em que projeta o futuro, precisa movimentar a cadeia produtiva daqui", salientou.
A expectativa é que, somente com esta usina, o Grupo ECB adicione cerca de R$ 1 bilhão ao seu faturamento anual. A implantação da Be8 Ethanol conta com tecnologia da norte-americana Katzen, responsável por projetos de referência na Europa e no Brasil. Também há cooperação técnica com a Embrapa Trigo e parceria com a Biotrigo Genética para o desenvolvimento de cultivares específicas para a produção de biocombustível.
Segundo a empresa, a Be8 Ethanol representa uma continuidade do trabalho iniciado pela usina de biodiesel da Be8, em atuação há mais de uma década. A planta de biodiesel ainda aposta no biocombustível BeVant, que pode ser usado até 100% em motores a diesel. Há expectativa, inclusive, de que uma frota movida ao biocombustível se dirija de Passo Fundo a Belém (PA) para a COP30.
Projeto urbanístico
A estratégia de diversificação do Grupo ECB avança em outras frentes. Na manhã de quinta-feira, 25, jornalistas e autoridades locais foram levados a conhecer os principais empreendimentos, com destaque para o lançamento oficial do Icon ECB, considerado o maior projeto imobiliário do norte do estado.
O complexo multiuso, em construção no bairro Boqueirão, reúne três torres residenciais, uma torre corporativa padrão “Triple A”, hotel, centro de eventos e lojas comerciais, em um terreno de 14 mil m².
Inspirado em cidades como Nova York e São Paulo, o Icon adota o conceito de “cidade caminhável”, com áreas abertas e integração urbana. A entrega está prevista para 2029. A maior torre construída no empreendimento terá 148 metros e promete ser o mais alto edifício residencial do estado.
Paralelamente, o Instituto Educacional (IE), sob gestão do grupo desde 2022, passa por expansão. Após a revitalização do Edifício Texas, inaugurado em 2024, a instituição terá sua área duplicada com a construção do Edifício Chicago, previsto para 2026. O prédio de 11,2 mil m² abrigará laboratórios, salas de artes, quadra poliesportiva e dois auditórios, incluindo um com capacidade para 500 pessoas.
Além de estar presente no setor energia renovável, o grupo atua na educação, no agronegócio e agora na construção civil, com a criação da construtora CI8, responsável pela execução do Icon ECB.
“Quem não tem projeto não cresce. O Icon é o primeiro passo da nossa construtora própria, criado para garantir qualidade e transparência. Já temos outros investimentos em estudo, mas agora o foco é acelerar essa obra e mostrar nossa capacidade de entrega”, destacou Battistella.
O vice-prefeito Volnei Ceolin ressaltou que a prefeitura acompanha o crescimento com investimentos em infraestrutura, novos servidores e planejamento urbano. “Quando temos uma cidade crescendo, trazendo desenvolvimento, a administração pública tem que acompanhar. Hoje, Passo Fundo tem mais de 100 projetos aprovados em andamento. É um desafio positivo, que fortalece também cidades vizinhas, como Erechim e Carazinho”, afirmou.
Além de todas as plantas de biocombustíveis e do complexo habitacional, o grupo ECB também concorre às concessões dos aeroportos de Passo Fundo e Santo Ângelo. O leilão acontece na sexta-feira, 25, na sede da B3, em São Paulo. O empresário Battistella estará presente para acompanhar o processo.
Fonte: https://www.novacana.com/





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