Soja perde força no mercado brasileiro com queda do dólar e avanço da nova safra

O mercado brasileiro de soja começou outubro com os preços pressionados por uma combinação de fatores que vão além das condições dentro das lavouras. A forte queda do dólar, o avanço da safra 2026/27 no Hemisfério Norte e o cenário do comércio internacional contribuíram para reduzir as cotações da oleaginosa no país.
Na segunda-feira (5), o indicador Cepea/Esalq registrou queda de 1,16%, levando o preço da saca de soja a R$ 158,09. O movimento ocorre depois de semanas em que as cotações permaneceram acima dos R$ 160 por saca.
Dólar tem papel importante na formação dos preços
Um dos principais fatores por trás da queda foi o comportamento da moeda norte-americana. O dólar encerrou a sessão anterior com recuo de 4,12%, a maior queda diária em oito anos, chegando a R$ 5.
Como a soja brasileira está diretamente ligada ao mercado internacional, as oscilações do câmbio podem alterar a formação dos preços recebidos pelos produtores. Com o real mais valorizado diante do dólar, a pressão sobre as cotações domésticas aumenta.
Safra no Hemisfério Norte também influencia o mercado
Além do câmbio, o avanço da colheita da safra 2026/27 no Hemisfério Norte contribui para aumentar a disponibilidade do produto no mercado internacional.
Segundo o Cepea, o cenário também foi marcado por menor liquidez no mercado spot brasileiro, enquanto a queda dos preços internacionais ocorreu em um contexto de mudanças nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China.
Mesmo diante da desvalorização externa, os prêmios de exportação no Brasil ajudaram a limitar o impacto sobre os preços domésticos.
Queda aparece em diferentes regiões produtoras
O movimento de baixa também foi observado em importantes regiões produtoras acompanhadas pela AgRural.
Em Ponta Grossa (PR), a saca recuou R$ 8 em relação à sexta-feira anterior, chegando a R$ 146. Em Primavera do Leste (MT), a queda foi de R$ 5, para R$ 137. Já em Luís Eduardo Magalhães (BA), o recuo chegou a R$ 6, também levando a cotação para R$ 137 por saca.
O que esse movimento mostra?
A recente queda reforça como o mercado da soja é influenciado por uma combinação de fatores. Câmbio, oferta e demanda global, ritmo das safras e relações comerciais entre grandes compradores e produtores podem alterar rapidamente o cenário de preços.
Para quem acompanha o agronegócio, mais do que observar uma cotação isolada, é importante entender como esses diferentes elementos se conectam — especialmente em um mercado cada vez mais integrado às movimentações internacionais.
A Ecoflex acompanha as transformações do agronegócio e os movimentos que impactam toda a cadeia produtiva, levando informação e soluções para um setor que precisa estar preparado para diferentes cenários.
Fonte: Cepea/Esalq e AgRural, conforme informações publicadas pelo BiodieselBR.




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