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Preços nos postos: Etanol segue tendência de alta, mas gasolina mantém estabilidade



Foto: Canva
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Os valores do etanol caíram em 13 estados e os da gasolina reduziram em 12 unidades da federação

O consumo do biocombustível é tido como economicamente vantajoso em seis estados

O preço do etanol hidratado caiu nas usinas paulistas, mas subiu nas mato-grossenses e goianas

Levantamento de preços da ANP foi realizado em 284 cidades brasileiras, 20 a mais do que no período anterior

Entre os dias 7 e 13 de setembro, os preços do etanol subiram e os da gasolina ficaram estáveis na média nacional, mantendo a tendência da semana anterior. O biocombustível foi negociado por R$ 4,22/L, alta de 0,7% frente os R$ 4,19/L de uma semana antes. Já o seu concorrente fóssil foi vendido a R$ 6,17/L, com manutenção do valor no mesmo comparativo.

Os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos. Dessa forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.

Ainda assim, o preço do renovável se manteve dentro da faixa considerada economicamente favorável para o consumidor. Conforme a ANP, a relação entre o valor do etanol e o da gasolina foi de 68,4% na média nacional, superior aos 67,9% do período anterior.

Considerando as médias estaduais, o biocombustível é tido como competitivo em seis estados.

De 8 a 12 de setembro, o hidratado foi vendido pelas usinas de São Paulo a R$ 2,7831/L, queda de 0,1% ante os R$ 2,7813/L da semana anterior. Já as usinas goianas passaram por uma alta de 0,6%, enquanto as mato-grossenses subiram 0,7%. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.

Variações nos estados

Em relação ao valor nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa foi feita em 284 cidades brasileiras, 20 a mais do que na semana anterior.

De acordo com a ANP, de 7 a 13 de setembro, os preços médios do etanol caíram em 13 estados e no Distrito federal, aumentaram em 11 e ficaram estáveis em dois. Já os da gasolina tiveram queda em 12 unidades da federação, subiram em 11 e se mantiveram em quatro.

Em São Paulo, o valor médio do biocombustível subiu 1,2%, para R$ 4,07/L, enquanto o da gasolina aumentou 0,2%, para R$ 6,07/L. Assim, a relação entre os preços ficou em 67,1%, um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.

Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 3,99/L, queda de 1,5%. Já a gasolina baixou 0,7%, para R$ 5,99/L. Dessa forma, a relação entre os valores dos combustíveis foi de 66,6%, com vantagem econômica para o consumo do renovável.

Por sua vez, em Minas Gerais, os preços do etanol ampliaram em 2,4%, para R$ 4,30/L, e os da gasolina subiram 1,5%, para R$ 6,16/L. Nesse caso, o renovável custou o equivalente a 69,8% do preço do combustível fóssil, com o biocombustível sendo considerado competitivo.

Em Mato Grosso, o valor médio do etanol aumentou 0,2%, para R$ 4,25/L, e o da gasolina ficou estável em R$ 6,30/L. Com isso, a relação entre os preços foi de 67,5%.

Já em Mato Grosso do Sul, o etanol subiu 0,8%, para R$ 3,88/L, o menor valor dentre todos os estados. A gasolina aumentou 0,2%, para R$ 5,93/L. Assim, o valor do biocombustível correspondeu a 65,4% do preço de seu concorrente fóssil, em um resultado economicamente favorável para o consumo do renovável e o mais competitivo do país.

Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 68,1% do preço da gasolina, um patamar considerado vantajoso para o biocombustível. No período, o valor do etanol caiu 0,2%, para R$ 4,40/L, e o da gasolina baixou 0,5%, para R$ 6,46/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também é possível acessar gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

Corte de gastos

Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma inicial previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril de 2023.

Entretanto, o alcance do estudo foi reduzido a partir de julho de 2024 devido a cortes no orçamento da ANP. Em 8 de agosto, a ANP anunciou que a liberação de recursos deve permitir que a amostragem chegue a até 417 localidades.


 
 
 

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