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MME inicia testes para ampliar mistura de biodiesel e setor projeta B16 em 2026


Fonte: Canva
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O Ministério de Minas e Energia (MME) confirmou o início, a partir de maio, dos testes para ampliação da mistura de biodiesel ao diesel fóssil. A medida é considerada estratégica para fortalecer o setor de biocombustíveis no Brasil e pode abrir caminho para a adoção do B16 — diesel com 16% de biodiesel — ainda em 2026.


O anúncio foi feito durante evento promovido pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e pelo Instituto Brasileiro do Petróleo e Gás (IBP), em São Paulo.


Atualmente, o percentual obrigatório da mistura é de 15% (B15). A expectativa do setor é que o índice avance gradualmente, conforme previsto na Lei do Combustível do Futuro, podendo chegar a 20% nos próximos anos.


Segundo o presidente da APROBIO, Jerônimo Goergen, o início dos testes representa um passo importante para consolidar a cadeia de biocombustíveis no país.


“Sem dúvida, o início da testagem é uma boa notícia porque abre caminho para a consolidação do setor e permitirá avanço para o B16 ainda em 2026”, afirmou.


Os testes irão avaliar o desempenho dos motores e o comportamento do combustível com maior teor de biodiesel, garantindo segurança técnica para a ampliação da mistura.


Goergen destacou ainda que o Brasil pode reduzir a dependência da importação de diesel fóssil, trazendo mais previsibilidade aos preços em meio às tensões internacionais e à alta do petróleo.


“O setor está pronto para ampliar a produção e colaborar inclusive no financiamento dos custos da testagem”, disse.


A expectativa é que os estudos também fortaleçam a posição do Brasil como referência em biocombustíveis e incentivem outros países da América do Sul a adotarem percentuais maiores de biodiesel.


 
 
 

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