Importação de gasolina cai 12% no 1º semestre, enquanto a de diesel bate recorde, diz StoneX
- Ecoflex Trading
- 9 de jul. de 2025
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As importações de gasolina A (sem adição de etanol anidro) caíram 12% no primeiro semestre deste ano ante o mesmo período de 2024, para 1,2 bilhão de litros. Trata-se do volume mais baixo desde 2022, apesar de um aumento no consumo, de acordo com dados do governo compilados pela consultoria StoneX.
“Isso responde a alguns fatores. Entre eles, destaca-se a dinâmica de paridade de importação, com a janela se mantendo ’fechada’ pela maior parte do semestre”, disse a StoneX, pontuando que houve ainda um crescimento da oferta de gasolina A pelas refinarias domésticas.
A Rússia foi o principal país exportador de gasolina para o Brasil entre janeiro e junho, com 39,1% do volume, sendo seguida pelos Estados Unidos (32,8%) e pelos Países Baixos (15,6%).
“Essa tendência indica uma maior aproximação com o mercado de combustíveis russo, conforme Moscou representou menos de 18% das importações no primeiro semestre de 2024”, ressaltou a consultoria, citando dados oficiais do governo. “Isso pode refletir preços mais atrativos, em um cenário similar ao observado para o caso do diesel”.
Diesel
Por sua vez, as importações de diesel A (sem mistura de biodiesel) pelo Brasil cresceram 13,2% no primeiro semestre, ante o mesmo período de 2024, para um volume recorde. O cenário ocorre diante de uma menor atividade de refinarias brasileiras e um mercado que favoreceu compras externas, disse a StoneX.
No total, o Brasil importou 7,9 bilhões de litros de diesel A entre janeiro e junho, com a maior parte proveniente da Rússia.
Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apontam que, enquanto as vendas de diesel A no mercado doméstico avançaram 2,1% entre janeiro e maio, a produção do combustível pelas refinarias recuou 2,4%, destacou a StoneX, em relatório.
O movimento, segundo a consultoria, gerou “um aumento do déficit no balanço brasileiro do combustível, que foi compensado, em última instância, por um aumento das compras externas”.
Além disso, as fortes quedas do preço do petróleo e do diesel no mercado externo influenciaram uma maior atratividade do combustível ofertado pelo exterior em determinados períodos do ano.
“Essa janela mais aberta foi observada principalmente a partir de fevereiro – em meio ao reajuste positivo dos preços de venda pela Petrobras, o início da queda das cotações no mercado internacional e a valorização do real –, estendendo-se até meados de junho”, disse a StoneX em relatório.
A consultoria destacou que, entre abril e maio, mesmo com os três reajustes de baixa promovidos pela Petrobras em suas refinarias, foi registrado o período de maior atratividade do produto externo, “em meio ao derretimento dos futuros do petróleo e derivados”.
A queda dos preços ocorreu como impacto da implementação da nova política tarifária norte-americana e a decisão da Opep+ de acelerar o aumento da entrega de barris nos meses seguintes.
Dentre as principais origens, a Rússia seguiu ocupando a primeira posição nas vendas de diesel ao Brasil, com 4,86 bilhões de litros. Apesar de se manter como principal fornecedor, o país registrou uma redução das vendas no comparativo com o mesmo período de 2024, de 3,7%.
A participação russa nas vendas totais de diesel ao Brasil também caiu, de 71,9% para 61,3%, com os Estados Unidos assumindo uma boa parte dessa participação, indo de 6,4% para 24,7%, e passando a ocupar a segunda posição no ranking, com 1,96 bilhão de litros, desbancando os Emirados Árabes Unidos.
Fonte :https://www.novacana.com/





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