GRUPO CORDEIRO E UNILINK INICIAM PROJETO PARA PRODUÇÃO DE HIDROGÊNIO VERDE NO PORTO DO PECÉM, NO CEARÁ
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foto: canva
O Grupo Cordeiro e o Grupo Unilink Transportes, líderes em logística portuária, transporte rodoviário e cargas superpesadas, são os viabilizadores e protagonistas do projeto H2Mover-Pecém, que faz parte da Chamada Nordeste da Nova Indústria Brasil, uma iniciativa que conta com a parceria da Associação das Empresas do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (AECIPP). Diferentemente de iniciativas voltadas apenas à fase de planejamento, o projeto prevê a implantação de uma estrutura operacional completa. A proposta inclui uma planta piloto fixa com produção diária de até 100 quilos de hidrogênio verde, sistemas de armazenamento e compressão, além de uma unidade móvel para abastecimento direto de veículos pesados que operam no complexo. Considerada a maior chamada pública já realizada para projetos industriais na região, a condução é feita por um conjunto de instituições financeiras e de fomento, entre elas BNDES, Finep, Banco do Nordeste, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Sudene.
Ao todo, a chamada recebeu 245 propostas, que somaram R$ 127,8 bilhões em solicitações de financiamento. Deste total, 189 projetos foram aprovados, com demanda de R$ 113,1 bilhões. Entre os selecionados está o H2Mover-Pecém, que obteve R$ 33,1 milhões para a implantação de uma microcadeia operacional de hidrogênio verde voltada ao transporte pesado dentro do complexo industrial cearense. A seleção do H2Mover-Pecém ocorre em um contexto marcado por iniciativas colaborativas. Segundo dados da chamada, 32% das propostas aprovadas foram apresentadas em consórcio e 77% contam com Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs) como parceiras, modelo que também está presente no projeto desenvolvido no Ceará.
O H2Mover-Pecém é um marco que transforma o Ceará em um polo de desenvolvimento tecnológico nacional em hidrogênio verde aplicado à logística pesada. Na avaliação da gerente administrativa da Grupo Unilink Transportes, Cristiane Ribeiro, o projeto tem impacto que extrapola o território do complexo. “Participar dessa iniciativa significa contribuir para a construção de um modelo mais sustentável para o setor de logística, integrando inovação e eficiência operacional. O projeto demonstra a capacidade do Ceará de liderar processos ligados à transição energética no país.“
A frota inicial será formada por cinco equipamentos, entre veículos adaptados com motores a hidrogênio (H2-ICE) e modelos elétricos equipados com célula de combustível (FCEV). A operação será acompanhada por uma plataforma digital de rastreabilidade, desenvolvida com a participação do Instituto Federal do Ceará (IFCE), que permitirá o monitoramento de desempenho operacional, emissões evitadas e integração logística em tempo real. O cronograma prevê 36 meses de desenvolvimento tecnológico, incluindo pesquisa aplicada, testes e otimização da planta piloto. A expectativa é que os primeiros veículos entrem em operação em 2028, com início da fase comercial previsto para 2029. A iniciativa envolve ainda parceiros tecnológicos especializados. O presidente da Associação das Empresas do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (AECIPP), Eduardo Amaral (foto principal), destaca que o projeto cria condições concretas para a adoção do hidrogênio verde no complexo. “A proposta permite que empresas testem e adaptem a tecnologia em ambiente real, alinhando o CIPP às estratégias do futuro Hub de Hidrogênio Verde do Ceará.“
Para o diretor de Estratégia e Tecnologia do Grupo Cordeiro, Alfredo Mendes, o projeto enfrenta um dos principais entraves da transição energética no setor de transportes. “O H2Mover resolve um problema estrutural: a falta de sincronização entre veículos e infraestrutura. Produzimos, comprimimos e abastecemos no mesmo local, o que permite comprovar a viabilidade técnica e econômica do modelo antes da ampliação para maiores volumes. O Nordeste passa a atuar não apenas como fornecedor de energia limpa, mas como desenvolvedor de soluções aplicadas à descarbonização da logística.”





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