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Alta de preços do açúcar branco impulsiona ainda mais as margens no refino

Os contratos futuros em Londres subiram pela terceira semana consecutiva



Fonte: Canva
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Os contratos futuros de açúcar branco em Londres subiram pela terceira semana

consecutiva, superando ligeiramente o açúcar bruto, o que fez as margens de refino ficarem próximas aos maiores níveis em dois anos.


Uma forte alta, semelhante à de outros mercados agrícolas ameaçados pelo El Niño, fez tanto o açúcar bruto quanto o branco avançarem mais de 10% desde o início do mês.

Mas os preços do adoçante processado subiram mais nesta semana, já que as ofertas de matéria-prima ainda são abundantes no Brasil, maior produtor e exportador, o que prolonga uma tendência observada ao longo do ano de ampliação do prêmio do açúcar refinado sobre o bruto.


O contrato mais negociado de açúcar branco caiu na sexta-feira, 14, mas ainda registrou ganho superior a 1% na semana.


O spread é um indicador-chave da lucratividade do refino, e níveis acima de US$ 100 por tonelada tipicamente oferecem forte estímulo para manter o processamento. O prêmio do açúcar branco fechou próximo a US$ 150 por tonelada no início do mês passado, antes de cair, mas voltou a subir nas sessões de negociação recentes.


Tanto o mercado de açúcar bruto quanto o de branco dispararam neste mês, já que o que pode ser o El Niño mais forte em décadas ameaça os principais produtores.


Reforçando o interesse pelo açúcar refinado, a perspectiva é particularmente sombria na Europa, onde múltiplas ondas de calor ressecaram as lavouras, incluindo as beterrabas-sacarinas do continente, processadas diretamente em açúcar branco. A produção de açúcar da Europa pode cair ao menor nível em mais de uma década como resultado.


“Havia a esperança de que, talvez, a União Europeia tivesse algum alívio antes de começar a colher as beterrabas, mas, em vez disso, ela enfrenta mais uma onda de calor”, afirmou o analista Mike McDougall, da McDougall Global View.


Os analistas esperam um suprimento mais restrito na safra 2026/27, que começa em outubro. E o déficit global pode se ampliar ainda mais na safra 2027/28 em razão do menor plantio de cana e beterraba, segundo o analista da Czarnikow Gerard Horner.


O interesse aberto também subiu junto com os preços, o que sugere que os movimentos não são impulsionados apenas por especuladores que cobriam apostas de baixa, mas também por novas compras, de acordo com a corretora Deepcore, sediada em Paris.


Os fundos de hedge estavam mais otimistas com o açúcar branco do que em qualquer outro período registrado na semana encerrada em 11 de agosto, segundo dados divulgados após o fechamento do mercado. A mudança foi impulsionada em grande parte por especuladores que abriram novas posições compradas, em vez de fechar vendas existentes.


Ainda assim, desafios permanecem para o mercado, especialmente para o açúcar bruto. A produção brasileira continua abundante, e uma demanda de importação aquém do esperado deixou as ofertas disponíveis no curto prazo. Os recentes ganhos de preço também significam que o açúcar tem um prêmio considerável sobre o etanol, o que pode incentivar as usinas a produzir mais do adoçante.


O açúcar branco caiu 1,3% na sexta-feira, para US$ 511,20 por tonelada, mas ainda terminou a semana no positivo. O açúcar bruto também recuou 1,3% em Nova York


 
 
 

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