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Moagem de cana recua 28,4% no fim de junho, mas estoques de etanol crescem quase 39% no Centro-Sul


Fonte: Canva
Fonte: Canva

A moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil totalizou 31,15 milhões de toneladas na segunda quinzena de junho da safra 2026/27, representando uma queda de 28,4% em relação ao mesmo período da safra anterior. O recuo foi influenciado pelas chuvas registradas ao longo do mês, que dificultaram as operações de colheita e o processamento industrial em diversas regiões produtoras.


A produção de açúcar também apresentou retração significativa, alcançando 1,61 milhão de toneladas, uma redução de 44,2% na comparação anual. Já a fabricação de etanol somou 1,7 bilhão de litros, queda de 13,1%.


Apesar da desaceleração na segunda metade de junho, o desempenho acumulado da safra permanece positivo. Entre 1º de abril e 30 de junho, a moagem atingiu 216,48 milhões de toneladas, crescimento de 4,5% em relação ao mesmo período da safra anterior.


No mesmo intervalo, a produção de açúcar totalizou 10,73 milhões de toneladas, enquanto a produção de etanol alcançou 11,51 bilhões de litros, avanço de 20,1%, refletindo a maior destinação da cana para o biocombustível diante da atratividade econômica do mercado.


Outro destaque foi o aumento dos estoques de etanol. Ao final de junho, o volume disponível no Centro-Sul chegou a 4,13 bilhões de litros, alta de 38,7% sobre o mesmo período do ano anterior. O crescimento foi impulsionado principalmente pelo etanol hidratado, cujo estoque avançou 52,8%, enquanto o etanol anidro registrou aumento de 17,9%.


O mercado também acompanha os reflexos da recente decisão do governo de elevar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32%, medida que tende a fortalecer a demanda pelo biocombustível nos próximos meses.


Análise Ecoflex

A combinação entre chuvas, redução da moagem e crescimento dos estoques mostra um momento de transição para o mercado sucroenergético. Embora as condições climáticas tenham limitado o processamento da cana na segunda quinzena de junho, a produção acumulada de etanol continua elevada, sustentada pela maior participação do biocombustível no mix de produção e pelo avanço da produção de etanol de milho.


Ao mesmo tempo, o aumento dos estoques e o ritmo moderado da demanda têm pressionado os preços do etanol no curto prazo. A evolução das condições climáticas, do consumo interno e da implementação da mistura E32 serão fatores determinantes para o comportamento do mercado nas próximas semanas.


 
 
 

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