Análise de Mercado

22 de maio de 2020
Visão geral 

 

O mercado sucroenergético teve uma semana de recuperação nas cotações do etanol, no vácuo de mais um aumento da gasolina nas refinarias liberado na última quinta-feira.  Enquanto a gasolina já acumula uma alta de 36,25% em Maio e 16,18% na safra 2020/21, o etanol por enquanto está em torno de 7% em Maio e 10% na safra.  Estamos voltando aos níveis da segunda semana de Abril, em que o hidratado chegou a ser negociado a R$ 1,81 em Ribeirão Preto. Vale lembrar que em Abril a gasolina era vendida em Paulínia a R$ 1,1229/litro e com este novo reajuste será negociada a R$ 1,3046/litro, portanto o hidratado poderá encontrar ainda sustentação para manter o viés de alta.  Outro ponto importante é que ainda há defasagem entre o preço praticado pela Petrobras em relação ao mercado internacional, o que reforça esta tendência de recuperação no etanol. 

 

Conforme as medidas de isolamento vão sendo afrouxadas, a demanda vai dando sinais de melhoria, mas ainda longe dos níveis anteriores.  Dólar alto e preços praticados no açúcar remunerando bem quando convertidos em reais, mesmo abaixo dos USD 11, ainda funcionam como estímulo a produção do adoçante em detrimento do biocombustível.  Mas existe ainda os volumes de exportação de açúcar não fixados, que conforme o cenário do biocombustível for ficando mais interessante, produtores poderão “virar a chave” no mix.  Mas claro que este ponto “interessante” passa por contínua melhoria nas cotações do petróleo, de forma que os preços negociados do hidratado no mercado interno cubram os custos de produção, algo que hoje está no limite.