Análise de Mercado

22 de outubro de 2021
Visão geral 

Continuamos por mais uma semana com o viés de alta mantido para o mercado sucroenergético, sendo os fundamentos os mesmos.  No mercado internacional o petróleo teve trajetória de alta na maioria dos dias, exercendo pressão para a possibilidade da Petrobrás realizar novo ajuste nos derivados aqui no mercado interno.  Essa possibilidade gerou paralisação de caminhoneiros e transportadores em alguns estados, interrompendo momentaneamente o abastecimento de combustíveis.  A categoria há muito vem reclamando de aumento não somente no diesel, mas também nos principais componentes de precificação do valor do frete, com taxas defasadas segundo os mesmos.  Distribuidoras por sua vez sinalizaram à Petrobras necessidade de aumento na cota de derivados para Novembro, acreditando na retomada maciça no consumo, porém o retorno da refinaria não foi o esperado, com notícias inclusive de cortes nas cotas já mesmo em Outubro. Volume adicional deverá ser abastecido através de importação, conforme sugestão da empresa.  Em resumo, devido a possibilidade de aumento na demanda na gasolina (por consequência de anidro), estoques de hidratado e o encerramento precoce da safra de cana de açúcar na região Centro-Sul, as cotações de ambos os etanóis mantiveram-se sustentadas e em alta durante toda a semana, tanto no Centro-Sul quanto no Norte-Nordeste (neste último principalmente para o anidro).  Em São Paulo por exemplo o anidro era ofertado até R$ 4,35/litro PVU e o hidratado a R$ 4,40/litro PVU impostos inclusos, com notícias de realização até a R$ 4,37.  Na região Nordeste o anidro chegou a ser negociado a R$ 4,25/litro em Alagoas, Pernambuco e Paraíba, porém com a demanda ficando mais consistente as Usinas reposicionaram as pedidas até R$ 4,35 mas sem notícias de realizações.