Ener Sugar deve iniciar operações em junho, com foco no açúcar

Companhia, que tem contrato “herdado” de cogeração, pretende direcionar 95% da cana para a fabricação do adoçante.
 

 

 

Em dezembro, a Ener Sugar – criada a partir da falida Usina Pau D’Alho –planejava reabrir as portas em abril, mas ainda não tinha o mix definido, como o novo sócio e proprietário informou a Money Times. Porém, não foi possível iniciar as operações em abril e, agora, a inauguração será em 1º de junho, com a unidade repaginada para produzir 95% de açúcar.

 

De fornecedores de cana a usineiros, Sylvio Ribeiro do Valle e os irmãos Finotti acreditam que superaram os contratempos normais para a reforma de unidade, que estava parada há alguns anos. Já foram realizados os últimos ajustes e testes na caldeira, por exemplo.

 

Com o preço do etanol sem sustentação no mercado, a Ener Sugar optou por começar a operar com foco no açúcar. “Pelas contas que fizemos, o açúcar está pagando o equivalente a R$ 2,30 por litro de etanol”, diz Ribeiro do Valle.

 

Outra aposta é a cogeração de energia, apesar do achatamento do consumo. A empresa “herdou” um contrato de 16 MWh e conseguiu reativá-lo na agência reguladora Aneel. Com isso, deve obter em torno de R$ 400 milhões dentro de cinco anos.

 

As reformas da unidade, localizada em Ibirarema (SP), consumiram R$ 100 milhões em recursos dos acionistas e de bancos. No processo, também foi revisto o volume de cana a ser moída na primeira safra – ou meia safra.

 

Apesar da capacidade para processar 2 milhões de toneladas por safra, a usina deve moer em torno de 700 mil toneladas, com os sócios sendo responsáveis por 300 mil toneladas. “Já estávamos conservadores antes, quando imaginávamos poder contar com um volume entre 900 a 1,2 milhão de toneladas”, acrescenta o gestor, também presidente da Associação dos Fornecedores e Plantadores de Cana da Média Sorocabana (Assocana), de Assis e adjacências.

 

Por conta disso, os empresários iniciaram um trabalho de incentivo ao plantio de cana junto aos produtores, em sintonia com o avanço da soja, que já é comum na região.

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