ETANOL TEM AUMENTO E PREÇO PODE CHEGAR A R$ 3,10 NAS BOMBAS

19-Dec-2019

 

Com o fim da safra e da moagem de cana nas usinas, o etanol produzido para atender ao mercado passou a ser usado a partir dos estoques, que devem ser manter até o mês de abril, com o início da próxima produção. O resultado desse processo é o aumento do preço do combustível nas bombas, puxado também pela alta da gasolina. Para manter o mercado equalizado e a paridade de até 70% entre o valor os dois combustíveis, o preço do etanol registrado há 15 dias é o maior dos últimos três anos, quando comparado com o mesmo período, segundo apontou o diretor, em Piracicaba, do Recap (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes de Campinas e Região), Augusto César Mafia.

 

Segundo ele, o preço praticado em Piracicaba vem sendo de até R$ 3 o litro, porém, há grandes chances de o etanol chegar a custar R$ 3,10 nos próximos dias. “Vai depender de como a gasolina (preço) vai se comportar, isso por conta do câmbio e do preço do barril”, explicou.

De acordo com os dados da ANP (Agência Nacional de Petróleo), no Estado de São Paulo, na semana de 24 a 30 de novembro, o preço do etanol hidratado estava em R$ 2,81 na revenda. Já a partir de 1º dezembro até o dia 7, o preço subiu para R$ 2,87.

 

De acordo com dados do Cepea (Centro de Estudso Avançados em Economia Aplicada) da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), o preço à vista do etanol hidratado no Estado de São Paulo, entre os dias 25 e 29 de novembro, apresentou alta de 2,87% frente ao da semana anterior, comercializado a R$ 1,96 o litro. Segundo o órgão, a elevação do preço de produção do etanol hidratado é explicada pela alta demanda, diante das expressivas vendas do biocombustível.

O diretor do Departamento Técnico Agronômico da Afocapi (Associação dos Fornecedores de Cana de Piracicaba) e membro da diretoria da Coplacana (Cooperativa dos Plantadores de Cana), José Rodolfo Penatti, destacou que, neste ano, o mix de produção da safra de cana ficou em 65% para etanol e 35% de açúcar, o que indica um aumento considerável no volume de consumo do biocombustível.

Segundo ele, no ano passado, o percentual de produção foi de 45% de açúcar e de 55% de etanol. “Houve uma reserva maior de etanol e o consumo do estoque foi justo, aliado ao consumo do combustível”, destacou.

 

Apesar do risco de mudança no preço do etanol, frente o aumento da gasolina, Penatti descarta o risco de falta do combustível no mercado.

 

Fonte: Jornal de Piracicaba

 

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