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Usinas de cana de três estados vendem eletricidade no leilão A-4

Energia eólica foi a maior comercializadora do certame, com fornecimento de 167,8 megawatt de potência


A energia eólica foi a fonte com mais vendedores no leilão A-4 de energia nova realizado nesta quinta-feira, 8. Ao todo, 10 empreendimentos fornecerão 167,8 MW (megawatt) de potência.


Em seguida, está a solar, com 100 MW; a biomassa, com 92,5 MW e a hidráulica com 77 MW. O leilão foi realizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) com coordenação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).


De acordo com a CCEE, três sucroenergéticas venderam energia no certame: a Albioma, que atua em Goianésia (GO) em parceria com a Jalles Machado; a Laguna, de Batayporã (MS); e o grupo Bazan, de Pontal (SP).


As contratações são para venda no ACR (Ambiente de Contratação Regulada), no qual o consumidor compra energia diretamente das distribuidoras e no qual estão pequenas e médias empresas e a maioria dos consumidores residenciais.


Conforme um resumo dos resultados do leilão, a Laguna obteve um preço médio de R$ 194,76/MWh e deve fornecer 403,24 GWh, com aportes calculados em R$ 31,7 milhões. Já a Albioma vendeu 1.279,84 GWh de energia a R$ 196,14/MWh e pretende investir R$ 94,75 milhões. Por fim, a Bazan obteve o melhor valor pela energia, R$ 196,24, comprometendo-se a gerar 1.402,56 GWh e a um investimento de R$ 170,3 milhões.


Somadas, as usinas devem direcionar R$ 296,75 milhões para cogeração, com a venda de 3.085,63 GWh.


Eólicas e solares

De acordo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Thiago Barral, o destaque das energias eólica e solar é reflexo do crescimento das duas fontes no Ambiente de Contratação Livre (ACL), no qual se concentram os grandes consumidores.


“No caso de eólica e solar, a gente tem visto uma expansão muito forte no mercado livre, então de certa forma esse aquecimento da expansão que foi direcionada ao mercado livre também se relaciona com a dinâmica de preços aqui no leilão de energia nova”, disse.


O deságio médio – diferença entre o preço teto estabelecido pelo governo e o valor ofertado pela empresa – foi de 28,82%, menor que o do leilão A-3 feito mais cedo. Cada fonte de energia – biomassa, eólica, hidráulica e solar – tinha um preço teto próprio. Em leilões de energia, vence quem oferece o menor preço por MWh.


Para Barral, o resultado está relacionado a “dinâmica de variação cambial” e a “aspectos relacionados à cadeia global de suprimentos”, quando questionado sobre um menor deságio frente a certames anteriores.


Segundo o gerente-executivo da secretaria executiva de leilões da Aneel, André Patrus, a economia feita por meio dos deságios dos dois leilões permitirá a redução de 1,31 ponto percentual nas tarifas de energia elétrica. “O A-3 configura uma economia de R$ 1,37 bilhão e o A-4, R$ 1,17 bilhão. Somando tudo dá uma economia de R$ 2,54 bilhões e esta economia evita um aumento tarifário de 1,3 ponto percentual”, afirmou.


Ao todo, 18 empreendimentos vendedores fornecerão energia para as compradoras Equatorial Energia do Pará e para a Light. O investimento previsto é de R$ 1,9 bilhão.

No caso do fornecimento de energia solar, eólica e a biomassa os contratos são de 20 anos. O suprimento deve ser feito de 1º de janeiro de 2025 a 31 de dezembro de 2044. Já o fornecimento de energia hidráulica terá contrato de 30 anos, com suprimento de 1º de janeiro de 2025 a 31 de dezembro de 2054.



Ludmylla Rocha Com informações adicionais NovaCana

Fonte: Poder360

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