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Térmicas a biomassa podem crescer com negociação de excedente no ACL, diz Cogen

Com um avanço de 8% na geração de energia no primeiro trimestre do ano, as termelétricas a biomassa poderiam aumentar seu despacho caso fosse feito um ajuste regulatório que permitisse a negociação dos excedentes da cogeração, acima da garantia física da usina, também no ambiente de contratação livre (ACL), segundo a Associação da Indústria de Cogeração de Energia (Cogen).

Para a entidade, o ajuste é crucial, já que a essa indústria comercializa mais de dois terços de sua energia no ACL, porém tem sua capacidade limitada devido à existência de uma portaria sobre o tema.

“O pleito da Cogen é que se permita que o excedente de energia de cada usina possa também ser comercializado no mercado livre de energia, o que hoje é limitado pela portaria 564/2014 do Ministério de Minas e Energia (MME)”, afirmou o presidente executivo da Cogen, Newton Duarte, em nota.

Ele detalha: “Esse entrave desestimula o aumento da produção, visto que as usinas que excedam sua garantia física ficam limitadas a liquidar esse excedente de energia ao Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) e, em função da significativa judicialização do setor, as usinas acabam levando muitos anos para receber por essa energia excedente”.

Dados da entidade, com base em informações da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), apontam que a fonte cresceu 8% no período, a 2,59 TWh, ajudando a categoria a chegar aos 20,9 GW de capacidade instalada de cogeração em operação comercial em maio, o que equivale a 10,3% da matriz elétrica nacional.

Atualmente, a cogeração conta com 665 usinas no Brasil. A utilização do bagaço é responsável por 12,6 GW de capacidade instalada, originários de 391 usinas, e equivalente a 60,2% do total da cogeração de energia.

Ainda aparecem no levantamento da Cogen: licor negro (3,4 GW, com 22 usinas); gás natural (3,2 GW, com 93 usinas); cavaco de madeira (1,1 GW, com 74 usinas); biogás (379 MW, com 52 usinas). Outras fontes somam uma capacidade instalada de 299 MW, oriundas de 32 plantas.

No momento, o estado de São Paulo lidera o ranking de cogeração por biomassa, com 7,7 GW instalados. Em seguida estão Mato Grosso do Sul (2,1 GW instalados); Minas Gerais (2 GW instalados); Goiás (1,5 GW instalados); Paraná (1,4 GW instalados), Rio de Janeiro (1,3 GW instalados) e Bahia (1,1 GW instalados).

Entre os cinco setores industriais que mais usam a cogeração estão o sucroenergético (12,597 GW), papel e celulose (3,447 GW), petroquímico (2,256 GW), madeireiro (861 MW) e alimentos e bebidas (651 MW).


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