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Setor de biodiesel aponta consequências negativas da redução da mistura a representantes

Do MME e MAPA


Depois de ter sido pego no contrapé pela recente decisão do governo federal de cortar a mistura obrigatória para tentar pacificar caminhoneiros irados com as altas seguidas do óleo diesel, o setor de biodiesel está partindo para o contra-ataque. Municiadas com um estudo recém-publicado que destrincha os efeitos negativos da medida, as três principais entidades da indústria – Abiove, Aprobio e Ubrabio – estiveram na semana passada em Brasília para falar com representantes do Ministério de Minas e Energia (MME) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).


Elaborado pela GO Associados – consultoria fundada pelo economista e ex-presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Gesner Oliveira – o parecer explora os efeitos que uma redução na mistura obrigatória teria em cinco dimensões distintas: meio ambiente, saúde púbica, economia, cadeia a soja e segurança jurídica. Em nenhuma delas, o balanço é favorável à redução.


Iniciado em março, quando o governo federal chegou a considerar a sério um corte definitivo de cinco pontos percentuais no teor de biodiesel adicionado ao diesel – de B13 para B8 –. Por esse motivo, o estudo delineia um cenário com perdas ainda mais severas do que as atuais. Pelas contas da consultoria, a economia perderia cerca de R$ 24 bilhões que haveria o fechamento de até 170 mil postos de trabalho.


Embora a situação atual não seja tão dramática e, ao menos em teoria, a situação deva se normalizar em julho, os efeitos também não serão nada suaves. Segundo Gesner, só o que já foi anunciado pelo governo deverá impactar o PIB brasileiro em R$ 8 bilhões. “Num momento em que a economia precisa de estímulo [o corte da mistura] representa um desestímulo”, elabora.



Fonte: BiodieselBR.com

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