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Setor de biocombustíveis dos EUA pede que EPA contenha isenções de metas a refinarias


Grupos vinculados à indústria de biocombustíveis e milho dos Estados Unidos disseram nesta segunda-feira, 28, que estão pedindo à Agência de Proteção Ambiental (EPA) que tenha moderação na aplicação de isenções para refinarias. Na semana passada, a Suprema Corte manteve uma decisão controversa, que pode diminuir a obrigações de mistura de biocombustíveis.


A pressão acontece enquanto a indústria de refino e seus representantes pressionam fortemente pelo oposto, pedindo que a administração do presidente Joe Biden reduza os custos de conformidade da indústria sob o programa Renewable Fuel Standard (RFS) para a ajudar na recuperação das consequências da pandemia de coronavírus.


As demandas conflitantes refletem o cenário da política de biocombustíveis do país: um para-raios de contendas entre as politicamente poderosas indústrias de petróleo e milho, o que coloca quem está ocupando a Casa Branca em uma posição impossível.


“Nosso foco coletivo agora está se voltando para a EPA e para o fim dessas isenções, que todos nós acreditamos terem sido mal utilizadas no passado”, disse o sócio da Pillsbury Winthrop Shaw Pittman, Matthew Morrison, em uma conferência para a imprensa organizada por companhias de biocombustíveis e de milho.


O presidente da Renewable Fuels Association (RFA), Geoff Cooper, disse na mesma ocasião que a entidade está se comunicando constantemente com a EPA para compartilhar suas ideias sobre o assunto e que essas reuniões continuarão.


Enquanto isso, na semana passada, legisladores em Nova Jersey e na Pensilvânia aprovaram resoluções que demandam que o governo Biden forneça alívio financeiro às refinarias de petróleo, revisando suas obrigações de mistura.


“Com milhares de empregos bem remunerados em refinarias, provendo sustento familiar na Pensilvânia e em Nova Jersey, é encorajador ver o impulso contínuo e o apoio bipartidário crescente para o alívio financeiro e a reforma do RFS”, disse uma coalizão de trabalhadores do setor de petróleo.


Pelas regras do RFS, as refinarias devem misturar bilhões de litros de biocombustíveis, como o etanol à base de milho, a cada ano ou comprar créditos negociáveis, conhecidos como RINs, daqueles que o fazem. As pequenas refinarias podem solicitar uma isenção se puderem provar que o custo para o cumprimento das metas as prejudicaria financeiramente.


De um lado, os defensores dos biocombustíveis dizem que as isenções prejudicam a demanda por etanol; por outro, a indústria do petróleo rejeita a afirmação e diz que as metas podem custar uma fortuna.


Na sexta-feira, a Suprema Corte anulou uma decisão de primeira instância que havia questionado o futuro do programa de isenção de pequenas refinarias, em uma grande vitória para a indústria de refino. Estas companhias haviam recebido um número crescente de isenções sob o governo do antecessor de Biden, Donald Trump.


Por ora, não está claro como a decisão da Suprema Corte influenciará a EPA, que possui 50 pedidos pendentes de isenção referentes aos anos de conformidade de 2019 e 2020.


A EPA também deve propor mandatos de volume de biocombustível para 2021 e 2022. A regra de 2021 já está mais de meio ano atrasada devido ao coronavírus, que reduziu a demanda de combustível nos EUA por conta de restrições e bloqueios a viagens.



Stephanie Kelly

Fonte: Reuters

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