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Risco de faltar diesel gera preocupação às empresas de transporte


Empresas de transportes de passageiros e de cargas reclamam de problemas com a entrega de diesel, combustível que move ônibus e caminhões. Os donos de postos também se queixam da falta do produto para a venda. No início do mês a Petrobras anunciou megarreajuste de 24,9% sobre o preço do produto.


Fábio Brigido, diretor do Setrans (Sindicato das Empresas de Transportes de Carga do ABC), informou que, nesta semana, empresas da região notificaram a dificuldade para conseguir óleo diesel. "Indústrias de São Bernardo, por exemplo, precisaram comprar com mais de um fornecedor, porque o principal distribuidor não honrou com o volume estipulado no contrato", afirmou.


Para ele, os preços e a escassez de estoques são cruciais para atrapalhar as dinâmicas de negócios de transporte. "Quando a mudança no valor foi anunciada (dia 10), muitas companhias não tinham margem para pagar a diferença e começaram a dar prejuízo logo no dia seguinte. Tivemos uma reunião nesta segunda-feira e alguns associados comentaram que estão com carretas paradas dentro de postos", informou.


Na região, um executivo ligado ao segmento do transporte público, que pediu para não ser identificado, relatou a preocupação de não ter o combustível para colocar os veículos na rua.

O fundador e diretor do Regran (Sindicato do Comércio Varejista Derivados de Petróleo), José Antônio Garcia é proprietário de um posto na Avenida Atlântica, em Santo André. Ele está sem receber diesel desde sábado e, caso a distribuidora não entregue até hoje, os tanques do estabelecimento estarão zerados nos próximos dias. "Os danos de qualquer reajuste são enormes. Enfrentamos problemas desde o início da pandemia e estamos nos recuperando nesses últimos meses. Com esse aumento, o consumo cai novamente", conta.

Ele informa que as entregas de etanol também foram impactadas e reduzidas na última semana. "Trabalho com a Petrobras, mas, como representante do Regran, sei que outras companhias não distribuíram", afirmou.


Os dados analisados pelo IPTC (Instituto Paulista de Transporte de Cargas), parceiro do Setcesp (Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região), indicam que na última semana a média de preços do diesel comum no Grande ABC foi de R$ 6,457, enquanto a do diesel S10 foi R$ 6,54. O levantamento não contemplou Mauá e Rio Grande da Serra.


Fonte: www.biodieselbr.com

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