Buscar
  • Ecoflex Trading

Raízen acredita na energia limpa do etanol para seguir crescendo


A Raízen acredita que a busca por energia limpa será um dos grandes impulsionadores da companhia nos próximos anos. O presidente da produtora de etanol, entre outras fontes de energia, Ricardo Mussa, afirmou na teleconferência de resultados da companhia que a tendência é duradoura. "Nunca tivemos tanta demanda por certificados de energia limpa e mesmo assim nunca tivemos um prêmio tão alto, o mercado de não combustíveis é impressionante; então há muita demanda por energia limpa e vai continuar tendo", diz o executivo. Segundo ele, em relação à concorrência, o etanol americano, feito a partir do milho, não é o "grande concorrente" do produto brasileiro, feito de cana-de-açúcar, pois é mais poluente e só encontra mercado no próprio país. "Em lugares onde o tema é mais debatido, mais avançado, como Europa e Japão, o etanol de milho não tem a mesma presença que o de cana, ele usa gás de xisto em sua composição, os europeus valorizam muito mais o nosso etanol e nós estamos muito mais avançados nessa questão", disse Mussa. O problema, no entanto, segue sendo a logística do produto brasileiro, mais complexa, o que encarece o produto brasileiro na entrega para outros continentes. Sobre a receita, a companhia segue otimista com resultados futuros. Segundo os executivos, a demanda pelos produtos além de combustíveis segue muito alta, impulsionada por álcool gel, açúcar e outros subprodutos da cana, como plásticos e resinas. Ontem, a empresa reportou um lucro líquido de R$ 800,5 milhões no primeiro trimestre fiscal de 2022 (de abril a junho), revertendo prejuízo líquido de R$ 332,8 milhões apurado no mesmo período do ano passado. A receita líquida ficou em R$ 34 bilhões, um avanço de 118,8%. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado ficou em R$ 1,76 bilhão, resultado 12 vezes superior ao Ebitda de R$ 143,6 milhões de um ano antes.


Texto extraído do boletim SCA

Fonte: Valor Econômico

0 visualização0 comentário