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Protocolo Etanol Mais Verde evitou emissão de 11,8 mi toneladas de carbono desde 2007


O Protocolo Etanol Mais Verde, que o governo de São Paulo assinou com o setor sucroenergético, evitou a emissão de mais de 11,8 milhões de toneladas de CO2 equivalente e de 71 milhões de toneladas de poluentes atmosféricos desde a sua assinatura, em 2007.

Os resultados foram exibidos nesta terça-feira pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo em transmissão pela internet. A apresentação faz parte da celebração do Dia da Terra.


A diretora-presidente da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), Patricia Iglecias, afirmou que o efeito do programa equivale a 206 mil ônibus a menos circulando em um ano. “As emissões evitadas mostram claramente um benefício para a saúde das pessoas. É um número muito consistente”, disse ela.


Já o consumo de água foi reduzido em 46% desde a safra 2010/11, chegando a 0,82 metro cúbico por tonelada de cana moída. Isso foi alcançado com reuso da água, melhor eficiência industrial e avanço da colheita da cana crua (sem queimadas). Também houve restauração de 132 mil hectares de áreas ciliares e plantio de 46,7 milhões de mudas nativas.


“Isso não é restritivo ao setor, são novas tecnologias colocadas para o setor”, afirmou o secretário estadual de agricultura, Gustavo Junqueira. “O ganho financeiro das empresas só aumenta com a implementação de tecnologia, e aqui temos um bom uso da implementação dessa inteligência para criar uma economia mais verde”.


O presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Evandro Gussi, que também participou da live, afirmou que o Brasil tem uma oportunidade de se destacar no cenário internacional com suas práticas menos poluentes. “Existe uma indústria da sustentabilidade nascendo, e o Brasil é uma usina de descarbonização, de sustentabilidade, sobretudo em seus processos agroindustriais”, disse.


O Protocolo Etanol Mais Verde foi firmado para reduzir emissões de gases de efeito estufa, restaurar vegetação nativa, economizar água, prevenir e combater incêndios, entre outras medidas. Anualmente, as usinas signatárias enviam documentos de acompanhamento para mostrar que cumprem as diretivas técnicas de sustentabilidade. 117 usinas (84% das unidades que operam no Estado) e 13 associações de fornecedores de cana assinaram o acordo, totalizando 4,4 milhões de hectares comprometidos com as práticas ambientais.


Na ocasião da assinatura original, em 2007, também se previa o fim do fogo nos canaviais até 2021, mas essa meta foi antecipada para 2014.



Augusto Decker

Fonte: Agência Estado

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