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Produtoras de biocombustíveis emitem 2,2 milhões de CBios em janeiro

Número total de créditos disponíveis no mercado ultrapassa 6 milhões e é suficiente para o cumprimento de 24,7% da meta para 2021


Com um reaquecimento na demanda por combustíveis, percebido já ao final de 2020, as usinas têm aumentado suas vendas, fazendo com que o mercado de créditos de descarbonização (CBios) registre novas emissões. No total, 2,2 milhões de títulos foram cadastrados em janeiro, sendo 1,45 milhões só na segunda metade do mês.


Os números se referem aos depósitos contabilizados pela B3, única entidade registradora do programa RenovaBio.


De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), por sua vez, as unidades produtoras de biocombustíveis cadastraram notas fiscais suficientes para a geração de 2,35 milhões de CBios. A expectativa é que esta diferença, de 157,32 mil títulos, seja disponibilizada no mercado em breve.


Considerando também o estoque de CBios disponível ao final do ano passado, de 3,97 milhões, um total de 6,17 milhões de créditos foram ofertados no mercado para o atendimento das metas do RenovaBio referentes a 2021. Este volume é suficiente para o cumprimento de 24,8% do objetivo anual, de 24,86 milhões.


“O ritmo de oferta de CBios neste início do ano confirma o comprometimento dos produtores com o bom funcionamento do RenovaBio e o cumprimento da meta de descarbonização”, assegura o diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Antonio de Padua Rodrigues, em nota enviada para a imprensa.


Desde o início do RenovaBio, no ano passado, as usinas de biocombustíveis já emitiram 20,77 milhões de CBios.


Mercado em andamento

Do total disponibilizado para este ano, 26,78 mil títulos foram aposentados entre os dias 25 e 29 de janeiro; com isso, eles não podem mais ser comercializados. A B3, entretanto, não informa se quem solicitou a aposentadoria dos CBios foram distribuidoras de combustíveis fósseis ou investidores sem compromissos com o programa.


Ainda que esteja previsto que aposentadorias feitas pelas chamadas “partes não obrigadas” possam ser deduzidas dos objetivos finais do RenovaBio, este mecanismo ainda não foi regulamentado pela ANP, tendo entrado em consulta pública no final de novembro.


Para Rodrigues, no entanto, as compras realizadas por pessoas físicas ou companhias sem metas a cumprir ainda não podem ser consideradas relevantes. “Até o momento, observamos que a compra por outros agentes do mercado tem pouco efeito na disponibilidade de títulos”, pondera.


Em 1º de fevereiro, do total de CBios disponíveis no mercado, apenas 25,88 mil estavam nas mãos deste tipo de investidor. As distribuidoras, por sua vez, detinham 1 milhão de títulos. Os 5,1 milhões restantes, desta forma, estavam concentrados com as produtoras de biocombustíveis.


Preços em baixa

Com uma ampla oferta de títulos no mercado e faltando 11 meses para o fim do prazo, as vendas de CBios estão desaquecidas. Em janeiro, de acordo com a B3, menos de 1,5 milhão de títulos foram negociados a um preço médio de R$ 31,78 – 25,7% abaixo da média histórica do RenovaBio, de R$ 42,80.


Neste volume, algumas negociações podem ter sido contabilizadas em dobro. “Os números refletem todas as operações de compra e venda envolvidas em um ciclo de negociação. Assim, no caso de intermediações realizadas por corretoras ou outras instituições, primeiro se realiza uma operação de compra das quantidades e depois uma operação de venda para o investidor final”, explica a B3.


Especificamente na segunda quinzena do mês, o volume de títulos comercializado foi de 1,11 bilhão a um valor médio de R$ 31,96. No período, o preço mais alto observado foi de R$ 32,6, em 29 de janeiro; já o mais baixo foi de R$ 31, em 19 de janeiro.


Desde o início da comercialização dos CBios, em junho do ano passado, o preço dos títulos variou entre R$ 15 e R$ 72.



Renata Bossle

Fonte: NovaCana.com




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