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Preços do açúcar fecham mistos nas bolsas internacionais; médio prazo é positivo


Os preços do açúcar iniciaram a semana mistos nas principais bolsas internacionais que operam a commodity (Nova York e Londres). A nova queda, nos primeiros lotes, consolida os preços abaixo da recente máxima atingida há cerca de 10 dias, mas os fundamentos apontam para um viés positivo no médio prazo, devido a diversos fatores como a queda na produção em diferentes países, a ameaça de efeitos do El Niña, dentre outros. Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE, em Nova York, fecharam ontem cotados em 12,71 centavos de dólar por libra-peso, no vencimento outubro/20, queda de 12 pontos no comparativo com os preços de sexta-feira (21). Já os contratos para março/21 encerraram em 13,66 cts/lb, recuo de 6 pontos. Os lotes para maio/21 caíram 2 pontos. Os demais vencimentos subiram entre 3 e 8 pontos. Segundo a Reuters, "operadores disseram que o mercado sofreu um revés de curto prazo após o movimento de alta que o levou a uma máxima de cinco meses neste mês, mas que os fundamentos têm se tornado fatores de apoio. Operadores têm se mantido atentos à possibilidade do desenvolvimento de padrões climáticos do La Niña, que poderiam durar até o inverno de 2020/21 (no Hemisfério Norte)". Ainda segundo a Reuters, a consultoria Green Pool afirmou que o La Niña poderia desencadear tempo seco no segundo semestre no sul do Brasil, Argentina, extremo sul da Índia e nas áreas de cultivo do norte do México. "O fenômeno climático também geraria condições mais úmidas que o normal no Norte-Nordeste brasileiro, Austrália, Indonésia e Filipinas, além de maiores riscos de geadas na China", trouxe a agência de notícias. Em Londres o açúcar branco também fechou misto com queda nos quatro primeiros lotes, estabilidade nos lotes para agosto/21 e alta nos demais vencimentos. Os contratos futuros para outubro/20 foram comercializados em US$ 367,90 a tonelada, recuo de 2,70 dólares no comparativo com a véspera. Já o vencimento dezembro/20 desvalorizou 1,70 dólar, com negócios em US$ 371,50 a tonelada. Mercado doméstico No mercado interno o açúcar cristal teve sua quinta alta seguida pelo indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada nesta segunda-feira em R$ 83,13, valorização de 0,24% no comparativo com a véspera. No mês o indicador já soma valorização de 5,95%. Etanol diário O etanol hidratado também obteve sua quinta alta consecutiva no indicador Esalq/BM&F Bovespa. O metro cúbico do biocombustível foi negociado em R$ 1.845,50, alta de 0,54% no comparativo com os preços de sexta-feira.

Rogério Mian Fonte: Agência UDOP de Notícias

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