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Preços do açúcar encerram a semana em baixa nas bolsas internacionais


Os preços do açúcar encerraram a última sexta-feira (18) em baixa nas bolsas internacionais. Em Nova York, na ICE, o vencimento março/21 fechou cotado em 14,44 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 24 pontos no comparativo com a véspera. O vencimento maio/21 caiu 16 pontos, negociado em 13,84 cts/lb. Os demais lotes recuaram entre 7 e 13 pontos. Em Londres o açúcar branco também fechou em baixa em todos os lotes. No vencimento março/21 a commodity foi comercializada em US$ 398,30 a tonelada, baixa de 5,10 dólares no comparativo com a véspera. Já a tela para maio/21 desvalorizou 5,20 dólares, com negócios em US$ 391,50 a tonelada. Os demais contratos caíram entre 4,10 e 4,70 dólares. Segundo Arnaldo Luiz Corrêa, da Archer Consulting, "o ano praticamente acabou. Aliás, já vai tarde. Não tenho dúvidas que o 2020 foi bom para o setor, mas o estresse vivido ao longo desse ano com a pandemia do novo coronavirus foi -- pra dizer o menos - angustiante. Foi arriscado planejar, difícil desenvolver estratégias e ainda mais trabalhoso executá-las em meio a um turbilhão de notícias ruins, da irracional volatilidade do real e a paralização da economia mundial. Quem acertou no ano foi quem decidiu com os elementos que tinha nas mãos, aquilo que era mais factível, por exemplo, a fixação de preços do açúcar de exportação em reais por tonelada, que proporcionou enorme margem às usinas". Em sua análise semanal do mercado, Corrêa destaca que "o preço médio do açúcar em NY despencou de 15,07 centavos de dólar por libra-peso em fevereiro, para 11,81 em março e amargou ainda por mais quatro meses preços que chegaram a quebrar os 10 centavos de dólar por libra-peso, mas lograram ficar na média acima dos 11.25 centavos nesse período. Para quem pensa em reais por tonelada, fevereiro alcançou R$ 1,506 e a média de março/julho ficou 10% abaixo disso. O mercado começou a se recuperar a partir de agosto, mas a média alcançada antes da pandemia não se repetiu". "Os fundamentos do mercado, mais recentemente, começaram a prevalecer e a impulsão dada pelas compras dos fundos dirigidas por robôs e algoritmos perderam força. A média dos fechamentos de NY neste dezembro está 3% inferior à do mês passado. O otimismo que levou os traders a crer que NY poderia ultrapassar os 15 centavos de dólar por libra-peso e lá permanecer, esvaiu-se. Os fundos, nesta semana, reduziram a posição comprada em 16,766 lotes (850 mil toneladas equivalentes), mas ainda estão long quase 196,000", disse o diretor da Archer. Mercado doméstico No mercado interno a sexta-feira também foi de baixa para o açúcar cristal, que fechou cotado em R$ 107,48 a saca de 50 quilos, contra R$ 107,56 da véspera, pequena variação negativa de 0,07% no comparativo com a véspera. No mês, ainda segundo o indicador Cepea/Esalq, da USP, o açúcar cristal já desvalorizou 2,99%.


Rogério Mian Fonte: Agência UDOP de Notícias

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