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Preço nos postos: Etanol volta a cair, recuperando competitividade ante gasolina


Relação entre preços do biocombustível e de seu concorrente fóssil chegou a 65,2%, menor valor desde agosto do ano passado.


Depois de três semanas de estabilidade e uma pequena alta, o preço médio do etanol nos postos de combustíveis do país voltou a cair. Segundo pesquisa realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na semana de 26 de julho a 1º de agosto, o valor do renovável nas bombas caiu 0,18%, passando de R$ 2,746 por litro para R$ 2,741/l.


Simultaneamente, a gasolina apresentou um aumento de 0,67%, passando de R$ 4,175/l para 4,203/l. Desta forma, a relação entre o preço dos combustíveis caiu 0,91% e ficou em 65,2%, abaixo da linha comercialmente estabelecida de 70% e favorável para o etanol. Este é o valor mais baixo para o indicador desde agosto de 2019.


Conforme análise divulgada pela S&P Global Platts no final de julho, a relação entre os preços nos postos e nas usinas e refinarias de todo o país não está clara e não necessariamente indica tendências.


Um exemplo disso é que, de acordo com o indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP, na mesma semana em que registrou queda nos postos, o hidratado teve aumentos de 1,81% nas usinas de São Paulo, de 1,39% nas de Mato Grosso e de 2,05% nas de Goiás.


Já a gasolina vinha acumulando uma alta de 86% nas refinarias desde 7 de maio, porém a Petrobras anunciou uma redução de 4% no valor do combustível a partir de 30 de julho. As consequências das respectivas altas e baixas anunciadas poderão – ou não – ser observadas nos postos nas próximas semanas.


Variação nos estados

De acordo com os dados da ANP, na semana de 26 de julho a 1º de agosto, o preço médio do etanol registrou aumentos em 15 estados e no Distrito Federal, quedas em 10 e manutenção no Amapá.


Enquanto isso, a gasolina teve quedas em apenas seis estados.

Desta forma, o consumo do biocombustível segue economicamente vantajoso apenas para os motoristas de Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso.


Em São Paulo, estado que mais produz e consome etanol no país, o renovável subiu 0,08%, chegando a R$ 2,553/l, ainda o menor valor da análise. Como a gasolina subiu 1,06%, a relação entre os preços caiu para 63,7%, favorecendo o biocombustível.


Mato Grosso, por sua vez, registrou o aumento de 0,27% para o etanol, mas manteve o renovável na segunda posição entre os mais baratos do país: R$ 2,576/l. A gasolina, por outro lado, subiu 1,72%, fazendo com que a relação entre os valores fosse para 60,6% e reafirmando o estado com o biocombustível mais competitivo do país.


Já Minas Gerais registrou queda para o renovável, de 0,64%, chegando a R$ 2,813/l. Como a gasolina subiu 0,79%, a relação entre eles caiu e foi para 65%, favorável para o etanol.

Goiás também apresentou queda para o renovável – a terceira maior da análise –, de 1,14%, chegando ao custo médio de R$ 2,607/l. Já gasolina subiu 0,78%, fazendo a relação entre os preços cair mais uma vez e chegar a 62,9%, favorecendo o etanol.


No Paraná, o biocombustível caiu 0,21% e a gasolina subiu 0,93%. Desta forma, a relação entre eles caiu e chegou a 70,7%, levemente acima do limite considerado favorável para o renovável.


O estado apresenta o segundo indicador mais alto dentre os seis grandes produtores. O primeiro, Mato Grosso do Sul, chegou a 72,5% na análise mais recente. O valor está acima do limite da competitividade para o renovável, mas é o menor resultado desde outubro de 2015.


Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusivo para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.


Fonte: Rafaella Coury – novaCana.com

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