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Petrobras vai ter que produzir carbono verde na marra, diz cientista “petroleiro”


As petroleiras vão ter que se tornar cada vez mais verdes no futuro. Não precisam necessariamente morrer, como geradoras exclusivas da terceira onda da indústria química – a indústria petroquímica – e um mundo que ainda vai precisar da energia do carbono fóssil por muitas gerações, mas terão que agregar o carbono verde em seus portfólios de produtos.


E, aí sim, refinadoras como a Petrobras (PETR4) se não partirem para esse caminho, morrerão por perda de rentabilidade, porque os biocombustíveis e bioprodutos competirão cada vez mais com os derivados poluidores de hoje.


A aposta – e até torcida para que isso aconteça o quanto antes -, é do “petroleiro” Eduardo Falabella, professor de química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), consultor da Petrobras (Cenpes) e idealizador da Fábrica Carioca de Catalisadores, para quem a “quarta onda da indústria química é a da economia verde”. Bioeconomia, na expressão mais corrente entre os cientistas.


Da regulação ambiental nas principais economias globais às incertezas a respeito das escolhas dos consumidores no futuro, passando pela demanda crescente de combustíveis limpos, o veterano cientista, de renome mundial, enxerga as biomassas, o gás natural e os processos alternativos integrados às refinarias clássicas.


Integração

Em live no Canal Bioenergia, da Unicamp, nesta segunda (21), Falabella defendeu o termo “biorrefinaria integrada”, que não seja só capaz de transformar matérias-primas renováveis em variedades de biocombustíveis, bioprodutos e energia elétrica (como está na lei americana da 2008), mas também dar cabo dos resíduos.


Para lá das conjecturas técnicas, como rotas de processamentos e etc, o pesquisador lembrou que as unidades clássicas de refino podem operar com essas novas cargas.

A petroleira brasileira já está operando com o H-Bio, cujo processo refina o petróleo em conjunto com óleos vegetais para produzir o diesel, mas está longe de adotar toda a gama de produtos que pode derivar de uma biorrefinaria integrada, com a variedade de itens que pode sair para consumo com carbono verde.


Em termos gerais, Eduardo Falabella está fazendo coro, ou puxando o coro, de muitos especialistas mundo afora.


No Brasil, por exemplo, a ex-diretora da Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP), petroleira de formação, a professora e consultora Magda Chambriard, disse em entrevista recente que é um “retrocesso a Petrobras focar [só] em petróleo e gás”.



Por Giovanni Lorenzon

Fonte: Money Times

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