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Petrobras reajusta gasolina em 3,5%, consultoria calcula que há espaço para queda no diesel


A Petrobras confirmou que vai aplicar a partir de amanhã um aumento médio na gasolina de R$ 0,09 por litro. Com isso, o combustível passará a ser vendido ao preço médio de R$ 2,78 por litro em suas refinarias, alta de 3,5%.


Em nota, a estatal explicou que, após o reajuste, a parcela da companhia nos preços praticados nas bombas dos postos de combustíveis passará a ser de R$ 2,03 por litro em média, referente à mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro.


A companhia lembrou que, até chegar ao consumidor, o preço da gasolina é acrescido também de tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de etanol anidro e dos custos e margens das companhias distribuidoras e dos revendedores.


A petroleira também reafirmou que tem evitado o repasse imediato aos preços internos de volatilidades no mercado externo que sejam causadas por questões conjunturais, mas confirmou que segue buscando o equilíbrio com os preços internacionais.


“O alinhamento dos preços ao mercado internacional é fundamental para garantir que o mercado brasileiro siga sendo suprido sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros produtores, além da Petrobras”, afirmou a companhia em nota.


Mercado internacional

Com o aumento de R$ 0,945 no preço do litro da gasolina, válido a partir de quinta-feira nas refinarias, a Petrobras acompanha o movimento do mercado internacional e passa a trabalhar com preços alinhados à paridade de importação para o combustível, segundo a StoneX.


A consultoria estima que, no diesel, por sua vez, há espaço para uma redução nos preços, da ordem de R$ 0,09 o litro.


“Ela [Petrobras] está esperando para ver se firma a baixa do diesel”, afirmou o líder da área de petróleo da StoneX, Thadeu Silva.


Segundo ele, apesar do espaço para redução no preço do diesel nas refinarias, a tendência é que o preço do derivado nas bombas seja pressionado nos próximos meses, para cima, pela alta do biodiesel.


“O leilão está com volume bem apertado, porque os próximos meses são de demanda muito alta de diesel e consequentemente por biodiesel. Isso vai continuar pressionando o preço na bomba para o consumidor final”, afirmou.



Fonte:BiodieselBR.com

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