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Petróleo fecha sem direção com expectativa de redução de restrições na China e corte da Opep+


Os contratos de petróleo encerraram a sessão desta terça-feira sem uma direção única no mercado internacional, refletindo a incerteza sobre a redução pelo governo chinês das restrições impostas para conter o avanço da covid no país, tendo em vista os protestos populares recentes contrários às medidas.


No fechamento, o contrato de janeiro do petróleo WTI - referência americana - fechou em alta de 1,24% a US$ 78,20, depois de atingir a mínima intradiária de US$ 73,61, a menor cotação desde dezembro de 2021. Já o contrato de janeiro do Brent - referência mundial - fechou em queda de 0,19% a US$ 83,03, depois de recuar até US$ 80,61 durante o pregão, seu menor registro desde janeiro deste ano.


O potencial para novos cortes de produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (Opep+), que se reúne no domingo, forneceu suporte para os preços do petróleo na terça-feira, disse Christin Kelley, analista sênior de commodities da Schneider Electric, à "Dow Jones Newswires".


Além disso, "a crescente oposição interna às medidas de bloqueio na China, bem como um crescente esforço para vacinar os idosos, estão gerando especulações sobre uma possível reabertura da economia da China", disse ela. "Tais medidas ajudariam a sustentar a demanda do maior importador de petróleo do mundo."


Desde o final de semana, manifestações contra a política de covid zero tomaram conta de diversas cidades chinesas como Pequim, Xangai e Wuhan depois de um incêndio em Urumqi, capital da região de Xinjiang, na sexta-feira, que matou 10 pessoas. Residentes indicaram que as restrições contribuíram para uma demora no combate ao incêndio.


Nesse contexto, autoridades chinesas afirmaram nesta terça-feira que "restrições de longo prazo devem ser corrigidas e evitadas", o que aliviou as preocupações do mercado com uma possível manutenção a longo prazo das medidas restritivas atuais. Além disso, Pequim também anunciou um aumento no ritmo da vacinação dos idosos com mais de 80 anos.



Fonte: Valor Econômico

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