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Para Ricardo Mussa, 70% do crescimento da Raízen deve vir de produtos renováveis


A Raízen espera que 70% do crescimento futuro da companhia venha de materiais renováveis. “Há grande potencial de crescimento em energias renováveis”, afirmou o CEO da empresa, Ricardo Mussa, durante o Cosan Day. “Vamos expandir produtos e estamos aumentando a plataforma digital. Cerca de 70% do crescimento da Raízen virá de produtos renováveis. Estamos transformando a empresa”.


O crescimento até aqui, disse ele, já foi impressionante: de R$ 3,7 bilhões de Ebitda em 2011 para R$ 10 bilhões esperados em 2021.


Uma das possíveis fontes de crescimento mencionadas por ele é o etanol de segunda geração. “Foi um produto muito demandado, no ano passado, quando iniciamos a safra, vendemos a produção inteira em menos de 11 dias”, disse Mussa. “Além disso, a tecnologia é desenvolvida por nós. Então também podemos exportar a tecnologia. Mesmo um país fechado para o etanol brasileiro não está fechado para tecnologia, então podemos cobrar royalties por ela”, afirmou.


De acordo com ele, o crescimento virá de plantas adicionais: “Queremos garantir contratos para criar novas plantas – e a segunda fase é a exportação de tecnologia”, resume.


Mussa também falou sobre o biogás. “Hoje, o projeto é que substitua o diesel. Se pudermos substituir o diesel, vamos reduzir o impacto de carbono”, disse.


Ele observa que também é possível converter o biogás em eletricidade, e que isso já foi testado em uma planta. Ele destacou que a Raízen tem a maior carteira de biomassa do mundo, controla os insumos e tem sua própria tecnologia. “Temos usina perto de São Paulo que tem biogás, cogeração, em breve terá etanol de 2ª geração e até químicos”, afirma.


Por ser a maior empresa de etanol atualmente, disse o CEO, a Raízen tem grandes quantidades de informação proprietária, o que permite que a companhia comercialize mais de três vezes o que produz. “Sabemos o que acontece com a produção, temos tanto ‘short’ quanto ‘long’. Com açúcar e energia é a mesma coisa”, garante.


O executivo afirmou que a Raízen tem vantagens por estar no lugar certo – o Brasil, com disponibilidade de terra e clima favorável –, com a cultura certa e na empresa certa: “A cana é uma cultura fantástica, tem potencial único de converter energia solar em biomassa”.


Quanto à questão ambiental, Mussa diz que a empresa já é uma “campeã verde”, que evitou emissão de 5,2 milhões de toneladas de dióxido de carbono em 2020, e espera que esse volume suba para 10,5 milhões de toneladas em 2030.


“Outras empresas traçam metas para 2050, mas nós já estamos cumprindo essas metas hoje”, disse. Ele comparou a Raízen com a Tesla, que em 11 anos evitou emissão de 3,7 milhões de toneladas.



Augusto Decker

Fonte: Agência Estado

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