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Ourofino pretende ampliar participação no mercado de defensivos para cana-de-açúcar

Companhia, que recentemente entrou no mercado de café e citros, também busca aumentar sua parcela nos segmentos de soja, milho e algodão

A liberação de novos registros de defensivos pelo Ministério da Agricultura deve ajudar a Ourofino Agrociência a ampliar a participação em cana-de-açúcar, soja, algodão e milho e entrar em dois novos segmentos: café e citros.


A empresa já conseguiu o registro de cinco produtos este ano, aguarda outros dez até dezembro e pode obter mais dez entre 2021 e 2022, conta o vice-presidente da empresa, Marcelo Abdo. A companhia visa expandir de 9,7% para 11% sua fatia de mercado em cana e diversificar a oferta de agroquímicos para cereais.


“Atendíamos soja, milho e algodão só com herbicidas e inseticidas. Agora teremos fungicidas para avançar no jogo”, afirma. A Ourofino busca aumentar sua parcela no segmento de soja de 1,55% para 2%; de milho, de 2% para 2,5%, e de algodão, de 1,28% para 1,5%.


Câmbio pesa

A empresa prevê faturar até R$ 1,6 bilhão no ano fiscal que termina em março, o que permitiria compensar o aperto de margens em virtude do dólar valorizado – 90% da matéria-prima usada pela Ourofino é importada.


Abdo destaca a perspectiva de produtores investirem mais em tecnologia na safra 2020/21 com preços atrativos em reais das principais culturas, sobretudo soja e milho.


Uso intensivo

A Ourofino planeja elevar o uso da capacidade instalada da fábrica de Uberaba (MG) para até 70%, ante 55% a 60% no ano fiscal anterior. O potencial máximo da unidade é de 120 milhões de litros ao ano.


A companhia também reforçou parcerias com instituições e universidades para criar diferenciais sobre formulações de defensivos que perderam patentes. Abdo conta que a empresa já transformou sete produtos dessa forma.


Fonte: Estado de São Paulo

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