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ONS pede que paradas de manutenção sejam adiadas em meio à crise hídrica



A crise hídrica provocada pelo baixo volume de chuvas no país continua preocupante e o Operador Nacional do Sistema (ONS) emitiu um comunicado aos geradores de energia pedindo para que paradas técnicas e de manutenção sejam adiadas e evitadas durante o período seco mas, segundo o diretor-geral do ONS, Luiz Carlos Ciocchi, que garantiu que a situação segue sob controle e sem risco de racionamento. Esse comunicado foi emitido nos últimos dias aos mais diversos tipos de geradores de energia do país que estão na linha de atuação do ONS. Segundo o pedido feito pelo ONS, as paradas técnicas devem ser adiadas o máximo possível, pelo menos até o início do período chuvoso que começa no próximo mês de novembro. "Enviamos para todas as usinas esse comunicado visando o final do período seco", disse Ciocchi à Reuters. O nível dos reservatórios das principais usinas hidrelétricas do país, situadas da região Sudeste-Centro Oeste, está abaixo de 28%, patamar inferior à época do apagão de 2001. A diferença agora é que o país está mais interligado por linhas de transmissão, tem um parque térmico mais robusto e uma matriz mais diversificada com geração eólica e solar. O diretor-geral do ONS disse que esse tipo de alerta feito aos geradores é comum em tempos de pouca chuva. "É bastante comum essa solicitação e negociação (com os geradores de energia). Isso é algo previsto", disse. Ciocchi garantiu que o comunicado não é um prenúncio de um racionamento. "A situação hídrica continua preocupante, mas sob controle e de acordo com as medidas preventivas já adotadas", afirmou. Dentre as medidas já adotadas pelo governo para superar a escassez histórica de chuvas e o risco de um apagão estão o aumento da geração térmica, flexibilização das restrições hidráulicas nas bacias dos rios importantes, importação de energia da Argentina e do Uruguai e a criação de um grupo para orientar a adoção de medidas mais para rápidas para enfrentar a escassez de chuvas.

Texto extraído do portal Money Times

Fonte : Reuters

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