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O futuro do etanol está intimamente ligado às boas práticas ambientais


O mundo todo tem se voltado, cada vez mais, para as questões ambientais e o que os governos, empresas e a sociedade civil têm feito para mitigar, por exemplo, as emissões de gases de efeito estufa e suas consequências, como o aquecimento global, por exemplo.


O Brasil tem lugar de destaque no tema, principalmente por sua larga experiência, reconhecida mundialmente, com o etanol, combustível limpo, renovável e considerado como uma das principais alternativas aos combustíveis fósseis, nocivos ao meio ambiente.


Neste contexto o setor sucroenergético tem se mostrado um forte aliado nas questões ambientais. Somos um setor, cujo compromisso com as boas práticas ambientais está gravado em nosso DNA.


As usinas, hoje, são responsáveis pela manutenção de milhares de hectares de matas nativas, áreas de preservação permanente, reservas legais, reflorestamentos e manutenção da biodiversidade.


Além disso, o uso do solo é feito com critérios altamente técnicos, afinal, sua preservação garante a qualidade de nossa matéria-prima: a cana-de-açúcar, gramínea que há mais de cinco séculos convive em nosso território nacional com outras culturas, perenes e semi-perenes, com a pecuária, com florestas cultivadas e outra infinidade de culturas agropastoris.


Outro ponto destacado em nosso setor é o uso da água, bem finito, que nossas usinas aprenderam a usar de forma controlada, tendo reduzido, ao longo das últimas décadas, sua utilização de forma acentuada e trabalhando fortemente na recuperação de nascentes e seus entornos.


Estes são apenas alguns poucos exemplos de tudo o que fazemos. E tem muito mais... A eficiência energética de nossas unidades agroindustriais é hoje exemplo em vários segmentos; temos o RenovaBio, a Política Nacional dos Biocombustíveis, como referência mundial; comercializamos, inclusive, CBIos (Créditos de Descarbonização), atestando nosso caráter mitigador de gases de efeito estufa; produzimos a bioeletricidade, uma energia igualmente limpa e renovável que têm contribuído muito no atual momento de crise hidrológica; dentre outras ações.


Mas não basta sabermos, ou até termos reconhecido nosso papel ambiental positivo. No mundo da informação que vivemos hoje precisamos dar voz a estas ações, mostrar ao mundo o quão ambientalmente corretos, socialmente justos e economicamente viável somos.


Foi pensando nisso que a UDOP e a Embrapa se uniram e criaram, neste ano, o Prêmio UDOP/Embrapa de Boas Práticas Ambientais, onde premiaremos nossas associadas com o reconhecimento de suas boas práticas, além de estimular mais e mais unidades a ampliarem suas ações.


A premiação é dividida em quatro categorias distintas: eficiência energética na indústria; gestão da água; gestão da paisagem; e gestão de emissões de GEE (gases de efeito estufa). As inscrições serão recebidas até o próximo dia 17 de setembro. A Embrapa, através da Embrapa Meio Ambiente criou todos os parâmetros e métricas para a certificação e premiação das boas práticas ambientais das usinas que se inscreverem, além de formar, de maneira majoritária, a comissão julgadora da premiação.


Fechando essa importante iniciativa contamos ainda com o apoio governamental da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo e com o apoio de mídia da Revista Globo Rural, que vislumbrou uma enorme sinergia entre o objetivo de nossa premiação e sua linha editorial voltada para as questões ambientais e de sustentabilidade.


E por acreditar em nossa iniciativa e nos benefícios que ela trará de forma geral, nesta sexta-feira (27), a Globo Rural realizará uma live com o tema: "As boas práticas ambientais como alicerce do ESG", às 14 horas, com transmissão em todos os canais de streaming da Globo Rural - Instagram, Youtube e Linkedin.


Para o debate, que será mediado pela jornalista Viviane Taguchi, estão confirmados: Bertholdino Teixeira Junior, conselheiro da UDOP (União Nacional da Bioenergia) e Gerente Corporativo de Sustentabilidade do Grupo Coruripe; Gonçalo Pereira, Prof. e Coordenador do Laboratório de Genômica e Bioenergia da Unicamp; e Marcelo Morandi, chefe geral da Embrapa Meio Ambiente.


Os participantes discutirão às demandas do mundo corporativo, tais como o cuidado com o meio ambiente, a responsabilidade social e as melhores práticas de governança, tão bem empregadas hoje no conceito ESG (Environmental, Social and Governance), que traça as linhas gerais de atuação das companhias no presente e no futuro próximo.


Por isso não é exagero afirmar que nosso setor sucroenergético sairá, uma vez mais, na frente e reconhecerá nossas boas práticas ambientais que estão intimamente atreladas ao futuro de nosso etanol e da humanidade de forma geral.


Antonio Cesar Salibe

Presidente Executivo da UDOP



Fonte: UDOP

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