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Número de CBios emitidos tem desaceleração na 1ª quinzena de maio

Na primeira metade do mês, produtoras cadastraram 862,3 mil créditos junto à B3; queda é de 40% em comparação com o período anterior


A emissão de créditos de descarbonização (CBios) pelas usinas produtoras de biocombustíveis chegou a 10,87 milhões de títulos em 2021. Considerando também o estoque de 2020, de 3,9 milhões de CBios, o total é suficiente para atender a quase 60% da meta do programa RenovaBio para este ano, de 24,86 milhões.


Ainda assim, os resultados da primeira quinzena de maio indicam uma desaceleração. Conforme números da B3 – única entidade a atuar como registradora do programa –, 862,35 mil CBios foram escriturados no período, queda de 40,8% ante os 1,46 milhão de títulos disponibilizados na segunda metade de abril.


Por enquanto, não é possível saber ao certo até que ponto o movimento equivale a uma menor comercialização de combustíveis ou a uma disparidade entre a geração de lastros e a escrituração dos títulos. Este acompanhamento específico, realizado pela Agência Nacional do Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), deve ser atualizado apenas com a posição consolidada do mês.


Atualmente, de acordo com a ANP, 274 unidades participam do RenovaBio; destas, duas fabricam biometano e 26, biodiesel. Dentre as 246 usinas de etanol certificadas, 239 utilizam apenas a cana-de-açúcar, cinco processam milho e cana, uma, apenas milho, e uma produz biocombustível de primeira e de segunda geração de forma integrada.


Posse e aposentadoria

Levando em conta todos os CBios emitidos que ainda não passaram pelo processo de aposentadoria – que os retira de circulação –, a maior parte dos títulos que podem ser livremente comercializados está em posse das usinas. Ontem, 17, este número equivalia a 7,33 milhões.


Apesar da geração constante de novos CBios, esta quantia está abaixo do pico de 2021, de 7,74 milhões, visto em 28 de abril. O motivo é a evolução nas compras das distribuidoras, que atualmente concentram 6,77 milhões de títulos, crescimento de 14,5% na quinzena. Já os investidores sem metas possuem 35,7 mil, a mesma posição do começo do mês.

Além disso, 226,81 mil CBios foram aposentados no período, totalizando 623,77 mil no acumulado do ano. Este volume é suficiente para cobrir apenas 2,5% da meta estipulada para 2021 – o prazo das distribuidoras é 31 de dezembro.


Entretanto, a B3 não informa quem solicitou a aposentadoria dos créditos. Assim, é possível que uma parcela seja referente a investidores que não têm compromissos com o programa.


Ainda que esteja previsto que as aposentadorias feitas pelas chamadas “partes não obrigadas” possam ser deduzidas dos objetivos finais do RenovaBio, este mecanismo ainda não foi regulamentado pela ANP, tendo entrado em consulta pública no final de novembro.


Negociação e preços

Na primeira quinzena de maio, a B3 contabilizou 789 negociações bem-sucedidas de CBios. Conforme os números divulgados, os preços atingiram um valor médio de R$ 30,71 por título no período, ficando apenas 0,2% abaixo da média de 2021 (R$ 30,76) e 22% aquém da histórica (R$ 39,38). O valor também representa uma redução ante os R$ 30,79 registrados na segunda metade de abril.


“Os números refletem todas as operações de compra e venda envolvidas em um ciclo de negociação. Assim, no caso de intermediações realizadas por corretoras ou outras instituições, primeiro é realizada uma operação de compra das quantidades e, depois, uma operação de venda para o investidor final”, explica a B3.


O valor mais alto registrado na quinzena ocorreu em 4 de maio, R$ 32,20; já o mais baixo foi observado no dia 12, R$ 28,73. Apesar de terem ocorrido flutuações ao longo do período, os preços se mantiveram próximos à média, encerrando o mês a R$ 30,67.


Desde o início da comercialização dos créditos, em junho do ano passado, seu valor unitário oscilou entre R$ 15 e R$ 72. Em 2021, a variação foi menos ampla, indo de R$ 27,75 a R$ 35,70.



Renata Bossle

Fonte: NovaCana




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