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Mesmo após reajuste, preço da gasolina pode subir até 17%, aponta Ativa Investimentos


A Petrobras anunciou hoje, 25, a elevação do preço da gasolina e do diesel em 7% e 9,1%, respectivamente; especificamente, o aumento da gasolina representa cerca de R$ 0,21. Por esse motivo, a Ativa Investimentos recalculou a defasagem no preço do combustível em relação ao mercado internacional.


De acordo com o economista-chefe da consultoria, Étore Sanchez, mesmo após a elevação, ainda haverá espaço para uma nova elevação de até 17% no curto prazo. “Na semana passada, no auge da crise política que deteriorou ainda mais o câmbio, a defasagem chegou a se aproximar dos 30%”, completa.


Ele ressalta que o cálculo corresponde ao modelo mais da Ativa referente ao período quando a dinâmica de alterações era ainda mais frequente. “No momento, outros modelos já indicam defasagem menor (potencial de reajuste de 12% no modelo mais conservador). O acréscimo feito pela Petrobras segue em linha com as estimativas da Ativa, que sempre informa que as altas para mitigar a defasagem podem ser feitas de forma fracionada”, explica.


Além disso, a Ativa Investimentos projeta um Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 8,9% em 2021, de 3,9% em 2022 e de 3% em 2023.


“Reforçamos que tal magnitude de reajuste na refinaria afetaria as bombas apenas na segunda quinzena de novembro, com impacto proporcional no IPCA de novembro e integral a partir de dezembro”, afirma e completa: “Assim, estimamos que os impactos serão de 7 pontos em novembro e 8 pontos em dezembro, mas como já contávamos com a elevação da Petrobras, nós nos antecipamos e já havíamos incorporado um reajuste pouco maior do que esse para os próximos IPCA na nossa curva anual”.



Fonta:NovaCana

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