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Mercado de geração solar acelera no último ano no Brasil


Apesar de obstáculos como incerteza regulatória e econômica, dólar desfavorável, crise política, escassez de matéria-prima e o aumento do frete marítimo, o mercado de geração solar distribuída melhorou nos últimos 12 meses no Brasil.


Segundo apuração feita pelo InfoSolar, nos últimos 12 meses foram adicionados 2,86 GW de potência solar na geração distribuída (GD), no mesmo período do ano anterior foram apenas 2,4 GW.


Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), 238 mil unidades consumidoras foram beneficiadas com descontos na conta de energia elétrica por causa da energia solar. 88 mil novos sistemas também foram adicionados entre setembro de 2019 e agosto de 2020.


No último período, de setembro de 2020 a agosto de 2021, o número de pessoas beneficiadas subiu quase 40%, com 270 mil novos sistemas fotovoltaicos instalados e 333 mil unidades consumidoras que aderiram a essa modalidade.


A classe de consumo que mais converteu ao sistema fotovoltaico é a residencial, com 1,33 GW; a comercial teve 882 MW; a rural, 417 MW; e, por último, a industrial.


O top cinco dos estados que mais tiveram potência proveniente de energia solar adicionada nesse período é composto por Minas Gerais (517 MW), São Paulo (390 MW), Rio Grande do Sul (355 MW), Mato Grosso (241 MW) e Goiás (146 MW).


A Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar) trouxe dados que demonstram que mais de R$ 51 bilhões foram investidos em energia solar no últimos 9 anos, o que gerou mais de 300 mil empregos e R$ 15 bilhões em arrecadação de impostos, além de evitar mais de 11 milhões de toneladas de CO2.


Em agosto deste ano, foi aprovado na Câmara dos Deputados o marco legal da geração distribuída (PL 5929/19). A votação teve 476 votos a favor e 3 contra. O objetivo desse projeto de lei é evitar riscos regulatórios, transferindo segurança aos investimentos de energia solar no país.


O Congresso Nacional deve concluir a votação até outubro, já que ainda precisa passar pelo Senado Federal. De acordo com o texto do projeto, as regras vigentes para as unidades de GD que já estão conectadas serão mantidas até 2045. Após a lei entrar em vigor, existirá um período de carência de 12 meses para as novas regras serem aplicadas.



Fonte: Portal Solar

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