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Mais de 900 mil CBios entram no mercado na primeira quinzena da safra 2021/22

No acumulado de 2021, produtoras de biocombustíveis certificadas no RenovaBio já escrituraram 8,55 milhões de títulos


As usinas de biocombustível que fazem parte do programa RenovaBio escrituraram 909,93 mil créditos de descarbonização (CBios) junto à B3 na primeira metade de abril. Com isso, o total de títulos gerados no ano chega a 8,55 milhões.


Considerando a meta de descarbonização que demanda a retirada de circulação de 24,86 milhões de CBios em 2021 – em um processo chamado aposentadoria –, este montante é suficiente para o cumprimento de 34,4% do objetivo. Observando também o excedente do ano passado, de 3,97 milhões de créditos, este índice sobe para 50,4%.


Os números se referem ao acompanhamento de mercado feito pela B3, única entidade registradora do RenovaBio.


Até o momento da publicação desta reportagem, a Agência Nacional do Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ainda não havia divulgado os dados sobre a geração de lastros de CBios na quinzena.


CBios disponíveis e aposentados

Hoje, 16, a maior parte dos títulos que podem ser livremente comercializados está em posse das usinas, 7,16 milhões. Apesar da geração constante de novos créditos, esta quantia é 3% inferior à vista no começo do mês, quando as companhias possuíam 7,38 milhões de CBios.


O motivo é a evolução nas compras das distribuidoras, que atualmente concentram 4,96 milhões de créditos, crescimento de 24,4% na quinzena. Já os investidores sem metas possuem 34,7 mil, 4,5% a mais que no começo do mês.


Do total de títulos, 326,64 mil foram aposentados no acumulado de 1º de janeiro a 16 de abril, o que equivale a apenas 1,3% do objetivo anual. É apenas por meio deste processo que as distribuidoras podem contabilizar CBios para o cumprimento de suas metas individuais; a data limite para ele é 31 de dezembro.


Entretanto, a B3 não informa quem solicitou a aposentadoria dos créditos. Assim, também é possível que uma parcela seja referente a investidores que não têm compromissos com o programa.


Ainda que esteja previsto que as aposentadorias feitas pelas chamadas “partes não obrigadas” possam ser deduzidas dos objetivos finais do RenovaBio, este mecanismo ainda não foi regulamentado pela ANP, tendo entrado em consulta pública no final de novembro.


Preço dos CBios

Na segunda quinzena de abril, a B3 contabilizou 801 negociações de CBios. Conforme os números divulgados, os preços atingiram o valor médio de R$ 30,25 por título no período, ficando 1,5% abaixo da média de 2021 (R$ 30,72) e 25% aquém da histórica (R$ 40,33).


O valor mais alto registrado na quinzena ocorreu na última segunda-feira, 12, R$ 32,05; já o mais baixo foi observado no primeiro dia do mês, R$ 27,75 – o menor preço do ano até então. Apesar de terem ocorrido flutuações ao longo do período, a tendência geral foi de uma leve recuperação no preço médio das negociações, que tem se mantido em torno de R$ 30 ao longo do ano.


Desde o início da comercialização dos CBios, em junho do ano passado, seu valor variou entre R$ 15 e R$ 72. Em 2021, a variação foi menos ampla, indo de R$ 27,75 a R$ 35,70.


“Os números refletem todas as operações de compra e venda envolvidas em um ciclo de negociação. Assim, no caso de intermediações realizadas por corretoras ou outras instituições, primeiro se realiza uma operação de compra das quantidades e depois uma operação de venda para o investidor final”, explica a B3.



Renata Bossle

Fonte: NovaCana

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