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Insumos: Basf e 3tentos realizam primeira operação de troca de insumos por CBIOs


A Basf e a 3tentos, grupo gaúcho do agronegócio, vão realizar a primeira operação de troca de insumos agrícolas por créditos de carbonização (CBIOs), anteciparam as empresas em nota enviada ao Broadcast Agro. Produtora de biodiesel de soja desde 2014, a 3tentos emitiu créditos de descarbonização e vai transferi-los à Basf em troca do fornecimento de insumos. As duas empresas já realizam operações tradicionais de barter de soja, e agora a Basf passa a receber uma nova moeda, os CBIOs. Além do barter de CBIOs gerados pela produção de biodiesel, a Basf informou que pretende ampliar o modelo de negócio para atender ao setor sucroenergético. A Basf começou a desenvolver esse modelo de barter no ano passado com base na Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio). Conforme a nota, o ingresso no mercado de carbono, envolvendo "títulos verdes", permite que a empresa atenda às necessidades dos clientes e incentive atividades voltadas para a produção de energia renovável no País. "O barter com CBIOs apoia os compromissos ambientais assumidos pelo País", disse a gerente sênior de Operações de Negócio da Divisão de Soluções para Agricultura da Basf no Brasil, Patrícia Andreoni Ambrósio, no comunicado. Com a negociação, a 3tentos utiliza os CBIOs como ativos de troca. "Estamos à frente de uma agenda extremamente positiva, com foco em sustentabilidade no agronegócio e exaltando o valor de todo o nosso ecossistema, de insumos, grãos e indústria", afirmou o diretor de Insumos da 3tentos, Benhur Vione, na nota. Criada em 1995, a 3tentos, que tem sede em Santa Bárbara do Sul (RS), atua com varejo de insumos agrícolas (sementes, fertilizantes e defensivos), originação e trading de grãos e industrialização da soja. Em 2014, a companhia começou a produção de biodiesel na sua planta em Ijuí (RS) e, em 2019, fortaleceu sua produção com a unidade de extração de óleo e farelo de soja em Cruz Alta (RS). Em 2020, recebeu a certificação do RenovaBio, garantindo eficiência energético-ambiental a toda a cadeia produtiva da companhia, com foco na redução das emissões de carbono. Os CBIOs são emitidos por produtores e importadores de biocombustíveis e devem ser adquiridos por distribuidores de combustíveis fósseis, que possuem metas de descarbonização. Cada CBIO corresponde a uma tonelada de gás carbônico (CO2) que deixou de ser produzida.


Fonte: Estadão Conteúdo

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