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INEL cria secretaria de P&D para fomentar setor de energia renovável

Atualizado: Out 28

O grupo de pesquisa terá como foco em tecnologias de GD, armazenamento e veículos elétricos


O INEL (Instituto Nacional de Energia Limpa) oficializou, nesta terça-feira (26), a criação da Secretaria de Pesquisa e Desenvolvimento que será comandada pelo ex-professor de Engenharia Elétrica da UNIFEI (Universidade Federal de Itajubá), José Wanderley Marangon Lima.

O objetivo da companhia é coordenar atividades para contribuir na pesquisa e na inovação de energias renováveis no setor elétrico e de transportes.

De acordo com o instituto, o trabalho terá como foco as tecnologias de GD (geração distribuída), de armazenamento, de VEs (veículos elétricos) e suas interações com a rede elétrica nos aspectos técnicos e econômicos.

“Umas das metas é traçar as diretrizes para um sistema energético mais eficiente, sustentável e resiliente às mudanças climáticas”, explicou Marangon.


“O INEL está na vanguarda com a iniciativa de trazer contribuições técnicas e de inovação para contribuir efetivamente para o desenvolvimento do país, nesse caso, com o incremento do uso de energias limpas no sistema energético, a descarbonização e a democratização do setor”, analisou.


O secretário destacou ainda a importância de parcerias, tanto no Brasil, como no exterior, para a troca de dados e informações sobre a realidade e o futuro do setor elétrico brasileiro.


Na última semana, por exemplo, o INEL firmou um acordo de cooperação com a IRENA (Agência Internacional de Energia Renovável) para acelerar o desenvolvimento de soluções de implantação de energia limpa e com emissão zero.


Para Marangon, é fundamental o intercâmbio de ideias para o desenvolvimento das renováveis no país e esse é um dos principais planos de atuação da nova secretaria.


“É salutar olhar o que acontece atualmente no exterior e trazer para a realidade do Brasil, assim como, divulgar de maneira correta para o mundo o que é feito no Brasil em relação à energia limpa”, relatou.


Heber Galarce, presidente do INEL, enfatizou que a criação da Secretaria de Pesquisa e Desenvolvimento é mais um importante passo do instituto com o objetivo de contribuir para o setor renovável no país.


“A busca por inovação, com novos dados e informações relevantes, é fundamental para tal mercado, que tem crescido exponencialmente no Brasil. O professor Marangon é um acadêmico renomado e com grande experiência na área de energia. Tenho certeza de que o seu trabalho vai gerar grandes resultados para o segmento”, concluiu.


Trajetória acadêmica e profissional

José Wanderley Marangon Lima é especialista em Preços de Transmissão e Distribuição, Preços de Energia, Planejamento e Operação de Sistemas Elétricos.


É graduado em Engenharia Elétrica pelo IME-RJ (Instituto Militar de Engenharia) e Doutor em Engenharia Elétrica pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), além de possuir graduação em Administração de Empresas pela UFRJ.


Entre 1980 a 1993, participou e coordenou estudos de operação e planejamento de Sistemas Elétricos na Eletrobrás. De 1993 a 2015, trabalhou na UNIFEI como professor titular de Engenharia Elétrica e foi pró-reitor da universidade entre 2013 e 2015.


Além disso, teve passagens na Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), na Universidade do Texas, em Austin (EUA), e no MME (Ministério de Minas e Energia), onde integrou o grupo que elaborou o Novo Modelo Elétrico Brasileiro.


Atua também como diretor-presidente da Marangon Consultoria & Engenharia onde coordenou projetos de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) para mais de 20 empresas e concessionárias de serviços públicos.


Nova Diretoria Jurífica do Inel

O INEL anunciou também uma nova diretora jurídica. Trata-se da advogada especialista em Direito de Energia, Marina Meyer Falcão, que assumiu o cargo nesta segunda-feira (25) com objetivo de intensificar a atuação institucional e ampliar as ações e esforços do instituto no âmbito jurídico para encaminhar e acelerar a votação e aprovação do PL 5829, que visa a criação do marco legal da GD.


“Vivemos um momento decisivo, em meio a uma grave crise hídrica com impactos diretos nas tarifas de luz em todo o Brasil, o que atesta a necessidade de o país apostar no seu grande potencial para a utilização de energias limpas e renováveis que, inclusive, são mais baratas”, destacou.


Perfil

Marina é diretora jurídica da ABGD (Associação Brasileira de Geração Distribuída); presidente da Comissão de Direito de Geração Distribuída da OAB-MG; membro da Comissão de Energia da OAB-MG; foi superintendente de Política Energética do Estado de Minas Gerais (2009 a 2014); foi representante do Estado de Minas Gerais na missão de Energias Renováveis na Alemanha em 2018 e nos Estados Unidos em 2016; é professora de cursos de modelos de negócio em GD na visão jurídica e tributária, além de ser autora de três livros sobre Direito de Energia.


Fonte: Canal Solar

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