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Importações de matérias-primas do biodiesel recuam em fevereiro


Com o começo da colheita da nova safra de soja no Brasil, a disponibilidade do grão no mercado interno está se normalizando. Com isso, as importações tanto da oleaginosa para a indústria de processamento quanto de óleos e gorduras já começam a perder força. Os dados mais recentes do Ministério da Economia, mostram uma retração clara nos dois segmentos indicando que a onda que atingiu o mercado brasileiro no ano passado finalmente quebrou e está perdendo força.


No caso da soja em grão, o volume importado em fevereiro foi de 50,5 mil toneladas. Essa quantidade é 38,5% menor do que em janeiro e o menor valor mensal desde maio passado. O país gastou US$ 18,3 milhões com as aquisições.


Embora tenha se tornado o maior produtor global de soja na safra 2019/20, as condições excepcionalmente favoráveis do mercado internacional fizeram com que o país encerrasse o ano passado com seus estoques do grão praticamente zerados.


Para compensar, o país teve que importar 821,4 mil toneladas de soja. Trata-se do maior volume dos últimos 17 anos. A maior parte dessa soja – cerca de 550 mil toneladas – entrou no país no segundo semestre.


A partir de novembro, os desembarques começaram a refluir de forma mais consistente e já se aproximam da média. Nos últimos cinco anos – 2016 a 2020 – a média das importações no mês de fevereiro estão em 45 mil toneladas.


Óleos e gorduras

As importações de óleos e gorduras também estão em queda. Depois de um pico de quase 100 mil toneladas importadas em outubro, as importações recuaram para menos de 44,5 mil toneladas no mês passado.


Na comparação com o mesmo período de 2020, o crescimento nas importações foi de 70,5%.


O óleo de soja correspondeu a 73,5% do total importado. Foram quase 32,7 mil toneladas do produto, cerca de 19% menos do que no mês anterior.



Fábio Rodrigues

Fonte: BiodieselBR.com

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