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" Há disponibilidade de etanol anidro para o pleno atendimento do consumo doméstico"

Diz FNS e UNICA


(Em resposta à Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) e outras entidades que pediram em ofício ao ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, a redução temporária da mistura de etanol à gasolina C de 27% para 18%, alegando que há preocupação com o custo do etanol anidro nos preços da gasolina e também com a baixa oferta de etanol hidratado em decorrência da perspectiva de quebra na safra brasileira de cana-de-açúcar, o Fórum Nacional Sucroenergético (FNS) e a Unica fizeram a seguinte NOTA A IMPRENSA):


NOTA A IMPRENSA

É falsa a informação de que existe restrição de oferta de etanol no mercado doméstico. Os dados de produção e estoque de etanol são apurados e disponibilizados, de forma pública e gratuita, periodicamente pelo Ministério de Minas e Energia (MME), pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).


O Brasil, para fins de segurança energética, possui um Comitê de Monitoramento do Abastecimento de Etanol (CMAE), sob coordenação do Ministério de Minas e Energia (MME), onde essas informações são periodicamente discutidas pelos agentes públicos e privados. O CMAE foi instituído pela Resolução CNPE nº 14/2017 e, entre outros aspectos, visa acompanhar o balanço de oferta e demanda de etanol e gasolina. A última reunião do Comitê foi realizada há uma semana (06 de maio de 2021) e evidenciou a disponibilidade de etanol anidro para o pleno atendimento do consumo doméstico.


A safra na Região Centro-Sul, responsável por mais de 90% da produção, começou oficialmente em abril, e a oferta de etanol anidro, inclusive, deverá apresentar crescimento constante nas próximas semanas. Ademais, pelo menos 80% da oferta necessária para o suprimento do biocombustível ao longo dos doze meses de safra já está contratada pelos distribuidores.


A presença de etanol anidro como oxigenante da gasolina traz benefícios econômicos, técnicos e ambientais em relação aos combustíveis fósseis. O etanol permite um melhor aproveitamento da capacidade de refino interno, reduz a necessidade de importação de combustíveis e proporciona redução de 15% nas emissões de gases de efeito estufa em comparação à gasolina pura.


A experiência brasileira de utilização do etanol, puro ou misturado à gasolina, é referência mundial, tanto que países como Reino Unido, Índia, Suécia e Colômbia anunciaram recentemente o incremento da utilização do biocombustível para fins de descarbonização de suas matrizes de transporte. Nesse cenário, é estarrecedor que interesses retrógrados e ambientalmente indefensáveis visem prejudicar a imagem do Brasil no exterior, com uma medida que faria aumentar as nossas emissões de gases responsáveis pelo aquecimento global.


Fonte: Fórum Nacional Sucroenergético / Unica - retirado do Portal SIAMIG


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