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EUA considera combinar propostas de mistura de biocombustíveis para 2021 e 2022


A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês) está considerando emitir as propostas para obrigação de mistura de biocombustíveis para 2021 e 2022 ao mesmo tempo, disseram duas fontes familiarizadas com o assunto. A regulamentação está atrasada por conta da pandemia de coronavírus.


Estas propostas são importantes para as indústrias de milho e petróleo porque descrevem precisamente quantos litros de biocombustíveis a indústria de refino deve misturar em seu combustível para atender ao programa Padrão de Combustíveis Renováveis (RFS).


Um porta-voz da EPA disse que a agência ainda está procurando soluções, mas não comentou se estava considerando combinar as propostas. Além disso, Michael Regan, escolhido pelo presidente Joe Biden para a chefia da EPA, ainda aguarda a confirmação da nomeação.


No passado, após perder diversos prazos, a agência já combinou propostas para vários anos de requisitos. O caso mais recente aconteceu em 2015, quando a emissão tratou de 2014, 2015 e 2016 ao mesmo tempo.


Pelas regras do RFS, os refinadores devem misturar bilhões de litros de biocombustíveis no produto comercializado ou comprar créditos daqueles que o fazem além da meta. As companhias também podem solicitar isenções se puderem provar que as obrigações causariam prejuízos financeiros.


As indústrias de petróleo e biocombustíveis têm lutado com esta política há anos, com os refinadores dizendo que se trata de um fardo regulatório caro. Ao mesmo tempo, os produtores de etanol dizem que o RFS é crucial para a sobrevivência de sua indústria e dos agricultores que a apoiam.


Para este ano, as refinarias esperam que a EPA não aumente as obrigações de mistura, dado que as restrições de viagens na pandemia prejudicaram severamente a demanda geral de combustível. Elas ainda solicitaram que a EPA use sua autoridade para aplicar metas mais facilmente atingíveis.


A indústria de biocombustíveis rebateu que também sofreu com o colapso da demanda em meio à pandemia e que o enfraquecimento das exigências a prejudicaria.


Por sua vez, os preços dos créditos de combustível renovável dispararam nos Estados Unidos desde o início do ano. Em parte, o aumento se deve às apostas de que a administração Biden vai reduzir o número de isenções concedidas a refinarias, disseram traders consultados.


Os créditos de combustível renovável para 2021 foram negociados a US$ 1,30 na quarta-feira (10), um aumento de mais de 60% desde o início do ano. Já os créditos baseados em biomassa (D4) foram negociados a US$ 1,35 cada, elevação de quase 30%.



Stephanie Kelly Com tradução NovaCana

Fonte: Reuters

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