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Especialistas conversam sobre o retorno do horário de verão brasileiro


O horário de verão, há dois anos extinto por Jair Bolsonaro, voltou a ser assunto de pauta entre os especialistas do setor, empresários de áreas como o turismo e proprietários de bares e restaurantes, como estratégia de economizar energia devido ao crescimento da taxa de bandeiras tarifárias e à crise hídrica instaurada no Brasil.


Agostinho Pascalicchio, doutor em Economia e professor de Engenharia de Produção da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), comenta que o horário de verão não é mais praticado por não trazer mais os resultados esperados.


“A prova da necessidade desta mudança estava no perfil de carga elétrica do sistema. O horário de pico para o consumo de energia, que anteriormente acontecia no fim da tarde e início da noite, passou a ser no meio da tarde, por volta de 15 horas”, aponta Pascalicchio.


Em contrapartida, o professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UPM, Antonio Giansante, especialista em recursos hídricos, entende que o momento atual seria ideal para o retorno do horário de verão.


“Os levantamentos sobre os efeitos de energia elétrica causados pelo horário de verão indicam que há uma economia no consumo de 5%, logo, expressivo para um país que vem sofrendo crises hídricas cada vez mais frequentes”, disse Giansante.


O empresário dono das lojas Havan, Luciano Hang, também pede o retorno do horário de verão como ferramenta para movimentar a economia, com uma hora a mais para que os comércios funcionem.


“O fato de ganharmos uma hora durante o dia faz com que a roda da fortuna gire mais e influencia positivamente toda economia, principalmente o turismo, os comércios, restaurantes e automaticamente gera mais empregos também nas indústrias”, comentou Hang.



Fonte: Portal Solar

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