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Energia solar segue a todo vapor na região Nordeste

Localidade tem recebido investimentos e contabilizado recordes na geração da fonte ao longo de 2021


Em meio à crise hídrica, a GD (geração distribuída) solar segue a todo vapor no nordeste brasileiro.

Em pouco mais de seis meses, a região registrou um crescimento de mais de 75% de sua potência instalada, saltando de 0,81 GW em janeiro para mais de 1,15 GW no começo do mês de julho, segundo dados da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica).

A localidade, que está próxima de ultrapassar a marca das 100 mil unidades de GD em seu território, também vem dando outras mostras de crescimento em relação ao setor.

No dia 28 de junho, o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) informou, por exemplo, que a geração de energia solar havia alcançado um recorde duplo de produção na região, com a geração de 681 MW médios ao longo do dia, algo que representa cerca de 6,4% de toda demanda local.

O número indicou um crescimento de 2,1% em comparação ao último recorde, registrado no dia 24 de maio, quando foram produzidos 667 MW médios.

Neste mesmo dia, a fonte também registrou outro recorde, desta vez na geração instantânea, ao atingir, no começo da tarde, a marca de 1.873 MW de potência solar – valor este que representou 17,7% da demanda nordestina e que superou o recorde do dia 8 de abril.


Investimentos

Se não bastasse isso, a região ainda recebeu mais uma boa notícia para o setor no final da semana passada, com a inauguração de novas usinas solares, apelidadas de Brígida, Bom Nome e Belmonte, no município de São José do Belmonte (PE).

A solenidade contou com a participação dos Ministros de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e do Turismo, Gilson Machado. As usinas foram implantadas pela empresa espanhola Solatio e, juntas, somam uma potência instalada de 810 MWp, capazes de abastecer cerca de 800 mil famílias.

O complexo promete ser o maior da América Latina em geração solar. Ao todo, foram investidos mais de R$ 3 bilhões em obras de construção e que geraram mais de 2,5 mil empregos diretos e indiretos.

De acordo com o Governo Federal, a usina solar Brígida agregará 80 MW de potência ao SIN (Sistema Interligado Nacional), enquanto que a Bom Nome contará com 130 MW.

Ambas devem entrar em operação a partir de abril de 2022. Já a usina Belmonte, que terá 600 MW de potência, tem previsão de entrar em operação a partir do 3º trimestre do ano que vem.



Por Henrique Hein

Fonte: Canal Solar

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