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Em comparativo com mês do início da pandemia, consumo de etanol vê recuperação

Em março deste ano, demanda pelo biocombustível foi de 1,55 bilhão de litros, crescimento de 5% ante mesmo mês de 2020


O impacto da pandemia de coronavírus sobre o mercado de combustíveis começou a ser sentido em março do ano passado, quando a demanda do ciclo Otto caiu 14%, de 4,35 bilhões para 3,74 bilhões de litros. Um ano depois, a doença segue disseminada entre a população brasileira e o consumo registrado em março foi de 3,92 bilhões de litros – 4,6% acima de um ano antes, mas 10% abaixo do mesmo mês em 2019.


Considerando que o etanol foi mais afetado que a gasolina, os números divulgados na última sexta-feira, 30, pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) trazem sinais de uma recuperação. Os valores para o biocombustível estão representados em gasolina equivalente, permitindo uma melhor compreensão sobre a demanda e a comparação entre os combustíveis.


Em março deste ano, o consumo do biocombustível foi de 1,55 bilhão de litros. O montante é 5,1% superior ante o registrado um ano antes, um índice maior que o visto na demanda geral. No período, 28,05% do volume abastecido foi com etanol, contra 27,93% em março de 2019.


Ao mesmo tempo, o valor representa uma queda de 11,6% na comparação com dois anos atrás, um indicador pior que o registrado quando também se considera a gasolina. Ou seja, apesar da recuperação na comparação com 2020, o etanol não retomou sua participação de mercado anterior à pandemia; em março de 2019, o biocombustível representava 28,52% do volume abastecido com combustíveis do ciclo Otto no país.


Esta menor participação de mercado surge principalmente em São Paulo, maior estado consumidor de etanol. Em março de 2019, o índice era de 49,44%; um ano depois, houve até mesmo um aumento, chegando a 50,78%; mas o valor mais recente é de 48,93%. Com isso, em março deste ano, a demanda pelo renovável ficou 1,8% abaixo da vista um ano antes, com 780 milhões de litros. Na comparação com o mesmo mês de 2019, a queda foi de 14,5%.


Consumo trimestral

No acumulado do ano, a demanda por combustíveis do ciclo Otto foi de 12,23 bilhões de litros, o valor mais baixo para o período desde 2013. Na comparação com 2020, a diminuição foi de 2,9%.


Deste volume, 4,91 bilhões de litros foram de etanol, representando uma retração anual de 4,6%. Já 8,76 bilhões foram de gasolina C, o equivalente a uma queda de 2,1%. Desta forma, o impacto acumulado de 2021 ainda é maior sobre o biocombustível na comparação com o seu concorrente fóssil.



Fonte: Nova Cana

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