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Crise do diesel: duas refinarias de SP podem ter paradas prorrogadas para 2023


Em resposta a ofício da ANP, Petrobras confirmou que outras três refinarias têm paradas de manutenção programadas para o segundo semestre deste ano

A Petrobras confirmou à CNN que duas refinarias localizadas em São Paulo, a Refinaria Henrique Lage e a Refinaria Presidente Bernardes, podem ter as paradas de manutenção deste ano prorrogadas para 2023. Ainda segundo a empresa, atualmente as paralisações estão agendadas para os meses de novembro e dezembro deste ano.

A posição da Petrobras é uma resposta a um pedido da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para que fosse analisado uma postergação das paradas, para reduzir o risco de um impacto na produção de diesel no país.

Ainda em resposta à ANP, a Petrobras informou que estão previstas para o segundo semestre de 2022 paradas de manutenção em outras três unidades: a Regap em Minas Gerais (agosto e setembro); a Repar, no Paraná (setembro e outubro) e a Replan, em Paulínia (SP) (agosto e setembro).

De acordo com o ex-diretor da ANP David Zylbertajn, as paradas atrasam a produção das refinarias e, mesmo que apenas duas usinas tenham as paralisações adiadas, esse incremento pode ajudar o aumento da produção interna de diesel.

“Por mais que essas manutenções fossem feitas fora do pico da demanda de diesel, o excesso na produção do combustível pode ser estocado e usado futuramente. Obviamente as paradas são programadas e necessárias, elas cumprem uma série de critérios técnicos.”, aponta o ex-diretor da agência.

Zylberstajn destaca ainda que futuros problemas no desabastecimento vai depender da posição da Petrobras, responsável pela maior parte da importação de diesel no país, em relação ao preço internacional do combustível. “Você não tem garantia do preço que vai estar no mercado internacional, e da competitividade interna, se vai valer a pena importar. Mas vai ser necessário, para complementar o refino interno.”

Para ex-diretor executivo da área de Negócios de Gás e Energia da Petrobras Ildo Sauer a principal questão também será o preço, e não o abastecimento. “O Brasil tem capacidade logística para trazer o diesel, e para distribuir internamente. A grande questão é o preço que vai se pagar pelo produto, por conta do cenário internacional”, avalia.

Pedido da ANP

O pedido da ANP à Petrobras pretende evitar que o país enfrente algum tipo de risco de desabastecimento de diesel. Isso porque o Brasil não produz o combustível em quantidade suficiente para atender à demanda do mercado interno e precisa importá-lo, mas os estoques estão baixos nos principais centros internacionais, o que tem elevado custos.

No fim de maio, foi tornada pública uma carta enviada pelo presidente da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho, dirigida ao diretor-geral da ANP, Rodolfo Saboia, na qual o executivo da estatal mencionava “elevado risco de desabastecimento de diesel no mercado brasileiro no segundo semestre de 2022”.

Veja a nota da Petrobras na íntegra:

“A Petrobras informou à ANP que estão previstas para o segundo semestre de 2022 paradas de manutenção em unidades da REGAP (agosto e setembro), REPAR (setembro e outubro), REPLAN (agosto e setembro), REVAP (novembro e dezembro) e RPBC (novembro e dezembro).

Quanto ao pleito da ANP, para que se analisasse a postergação das paradas visando reduzir risco de impacto na produção de diesel, a Petrobras informou à agência reguladora a possibilidade de adiamento das paradas nas refinarias, levando em consideração as condições operacionais, de integridade das unidades e a legislação aplicável. A Petrobras irá avaliar a possibilidade de postergação das Paradas da REVAP e RPBC para 2023.”

Fonte:https://www.cnnbrasil.com.br/

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