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Comercialização da soja brasileira safra 2021/22 alcança 97,7% da produção esperada, aponta DATAGRO


A comercialização brasileira da safra 2021/22 de soja alcançou 97,7% da produção esperada até o dia 3 de fevereiro, levemente acima dos 97,2% observados em igual momento de 2020/21, mas abaixo dos 99,9% do recorde da safra 2019/20 e também da média de 98,3% dos últimos 5 anos, mostra levantamento realizado pela DATAGRO Grãos.


Houve incremento mensal de 2,0 pontos percentuais, aquém dos 2,4 p.p. do mês anterior, mas superior ao padrão normal para o período -- 1,1 p.p.


"Se confirmou a nossa projeção de redução nos preços, levando os produtores a vender o restante da safra apenas para desocupar os armazéns no aguardo da nova safra. Esta foi uma temporada onde praticamente não tivemos entressafra, apesar dos estoques mínimos", ressalta Flávio Roberto de França Junior, economista e líder de pesquisa da DATAGRO Grãos.


"Além disso, por conta da acomodação nas cotações da CBOT, dos prêmios e da taxa de câmbio, os preços no segundo semestre ficaram distantes dos recordes praticados entre fevereiro e março, no início do conflito na Ucrânia", complementa.


Considerando a produção de 2022, revisada para 129,01 milhões de toneladas, os sojicultores brasileiros negociaram, até a data analisada, 126,09 mi de t. Em igual período do ano passado, esse volume de produção negociado estava um pouco menor em termos relativos, mas maior em termos absolutos, chegando a 134,93 mi de t.


Safra 2022/23


A análise da DATAGRO Grãos mostra que 26,6% da produção estimada da oleaginosa safra 2022/23 está comprometida comercialmente, avanço de 2,0 p.p. na comparação com o levantamento anterior. Esse fluxo segue bem abaixo dos 39,1% de semelhante época de 2021/22, dos 60,4% do recorde de 2020/21 e dos 43,6% da média plurianual.


As vendas chegaram a 42,0% no Mato Grosso, 41,0% na Bahia e Tocantins e 40,1% no Piauí.


Milho


O levantamento da DATAGRO Grãos mostra que a comercialização do milho da safra de verão 2021/22 no Centro-Sul do Brasil avançou 3,8 p.p., acima da média normal para o período, de 1,9 p.p. Com isso, as vendas alcançaram 95,2% da produção esperada, contra 98,1% em igual momento de 2020/21 e 98,0% na média dos últimos 5 anos.


Com previsão de safra em 18,55 mi de t, os produtores comercializaram 17,66 mi de t.


Em relação à safra de inverno 2022, até o dia 3 de fevereiro, 86,1% da produção estava compromissada pelos produtores, ante 80,9% no mês passado, 92,2% em 2021 e 92,4% na média plurianual.


Já a comercialização da safra de inverno 2023 da região chegou a 16,5%, contra 28,5% na mesma data do ano passado e média dos últimos 5 anos de 29,5%.


Fonte:https://www.udop.com.br/

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