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Com chegada do E30, etanol volta a subir na média nacional e gasolina fica estável

FOTO: CANVA
FOTO: CANVA

Os valores do etanol caíram em 11 estados, já os da gasolina reduziram em 12 unidades da federação

O consumo do biocombustível é tido como economicamente vantajoso em seis estados

O preço do etanol hidratado subiu nas usinas paulistas, goianas e mato-grossenses

Levantamento de preços da ANP foi realizado em 276 cidades brasileiras, seis a mais do que no período anterior

Entre os dias 3 e 9 de agosto, os preços do etanol subiram na média nacional, enquanto os da gasolina ficaram estáveis. O biocombustível foi negociado por R$ 4,17/L, com incremento de 0,7% frente os R$ 4,14/L da semana anterior. Já o seu concorrente fóssil foi vendido a R$ 6,19/L, com manutenção do valor.

O período marca os primeiros dias de comercialização da gasolina com 30% de etanol anidro (E30). A nova mistura entrou em vigor em 1º de agosto.

Os números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levam em conta não somente o que é observado nos postos, mas também os volumes vendidos. Dessa forma, grandes mercados consumidores têm maior representatividade no resultado.

Ainda assim, o preço do renovável se manteve dentro da faixa considerada economicamente favorável para o consumidor. Conforme a ANP, a relação entre o valor do etanol e o da gasolina foi de 67,4% na média nacional, acima dos 66,9% da semana anterior.

Considerando as médias estaduais, o biocombustível é tido como competitivo em seis estados.

De 4 a 8 de agosto, o hidratado foi vendido pelas usinas de São Paulo a R$ 2,6239/L, elevação de 0,2% ante os R$ 2,6239/L da semana anterior. As usinas goianas também passaram por uma alta de 0,8%, enquanto as mato-grossenses subiram 0,3%. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.

Variações nos estados

Em relação ao valor nos postos, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa foi feita em 276 cidades brasileiras, seis a mais do que na semana anterior.

De acordo com a reguladora, de 3 a 9 de agosto, os preços médios do etanol caíram em 11 estados, aumentaram em sete e no Distrito Federal e ficaram estáveis em oito. Já os da gasolina tiveram queda em 12 unidades da federação, subiram em oito e se mantiveram em sete.

Em São Paulo, o valor médio do biocombustível subiu 0,5%, para R$ 3,95/L, enquanto o da gasolina ficou estável em R$ 6,04/L. Assim, a relação entre os preços ficou em 65,4%, um patamar considerado economicamente favorável para o renovável.

Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 4,44/L, ampliação de 2,8%. Já a gasolina subiu 0,6%, para R$ 6,25/L. Dessa forma, a relação entre os valores dos combustíveis foi de 71%, sem vantagem econômica para o consumo do renovável.

Por sua vez, em Minas Gerais, os preços do etanol baixaram 0,2%, para R$ 4,15/L, e os da gasolina caíram 0,5%, para R$ 6,10/L. Nesse caso, o renovável custou o equivalente a 68% do preço do combustível fóssil, com o biocombustível sendo considerado competitivo.

Em Mato Grosso, o valor médio do etanol ficou estável em R$ 3,97/L e o da gasolina caiu 0,2%, indo a R$ 6,15/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 64,6%, a mais competitiva do país.

Já em Mato Grosso do Sul, o etanol subiu 0,5%, para R$ 3,89/L, o menor valor dentre todos os estados, enquanto a gasolina subiu 0,2%, para R$ 5,96/L. Assim, o valor do biocombustível correspondeu a 65,3% do preço de seu concorrente fóssil, em um resultado economicamente favorável para o consumo do renovável.

Por fim, no Paraná, o etanol custou o equivalente a 68% do preço da gasolina, um patamar considerado vantajoso para o biocombustível. No período, o valor do etanol permaneceu em R$ 4,40/L e o da gasolina caiu 0,6%, para R$ 6,47/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também é possível acessar gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

Corte de gastos

Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro de 2022 e o cronograma inicial previa um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril de 2023.

Entretanto, o alcance do estudo foi reduzido a partir de julho de 2024 devido a cortes no orçamento da ANP. Em 8 de agosto, a ANP anunciou que a liberação de recursos deve permitir que a amostragem chegue a até 417 localidades.



 
 
 

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