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Brasil precisa treinar quatro mil trabalhadores até 2025 para suporte ao setor eólico


O Brasil precisará treinar 3.737 profissionais nos próximos cinco anos para dar suporte à instalação programada de 9,7 GW adicionais de eólica onshore até 2025. A conclusão é de um estudo publicado esta semana pelo Conselho Global de Energia Eólica (GWEC) e Organização Eólica Global (GWO) -- grupo que fornece padrões de treinamento de segurança. Já a indústria eólica global precisará treinar mais de 480 mil pessoas neste período para atender à demanda do mercado de energia. "À medida que a expansão da indústria eólica global se acelera, as oportunidades de criação de empregos são de interesse crescente em toda a cadeia de suprimento", diz o GWEC. O GWEC destaca as oportunidades para os governos regionais e nacionais que, "cada vez mais, veem a energia verde como um motor para o crescimento econômico e desenvolvimento social, bem como uma rota para a descarbonização das redes de eletricidade". Além de liderar o crescimento da energia eólica na América Latina, o Brasil está na dianteira nas Américas em crescimento de novos centros de treinamento certificados e também no volume de trabalhadores sendo treinados, diz o estudo. Em 2020, esse mercado cresceu 101% e 13 prestadores de treinamento certificados formaram uma força de trabalho de mais de 5,5 mil pessoas. Apesar de não calcular a demanda para o mercado offshore no Brasil, o relatório chama a atenção para o potencial brasileiro neste segmento. Ministro promete regulação. Esta semana, Bento Albuquerque anunciou que o Ministério de Minas e Energia trabalha em um marco regulatório para as eólicas offshore. Não está definido se o governo vai editar um projeto de lei ou propor uma resolução para o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). "A questão ainda está em estudos internos, a fim de ser apontado o melhor caminho para este marco regulatório", esclareceu o ministério. "Vamos apresentar até o final do ano aquilo que é essencial: um marco regulatório para essa importante fonte energética, que o Brasil certamente terá como um dos pilares de sua matriz elétrica", disse o ministro. Destaques do Global Wind Workforce Outlook 2021-2025 Dos 480 mil trabalhadores treinados necessários em todo o mundo, 308 mil serão empregados para construir e manter projetos eólicos em terra e 172 mil para os parques eólicos offshore; Mais de 70% dessa nova demanda global virá de dez países: Brasil, China, Japão, Índia, México, Marrocos, Arábia Saudita, África do Sul, EUA e Vietnã O recorte são empregos nos segmentos de construção, instalação, operação e manutenção da cadeia de valor da energia eólica. Não cobre empregos em compras, manufatura (segmento mais intensivo em mão de obra) e transporte; Aumentar a capacidade de treinamento em grandes mercados eólicos, como os EUA e a China, estimula a criação de vagas e aumento da produtividade; Nas economias emergentes, por sua vez, redes de treinamento alinhadas com padrões internacionais de segurança colaboram para a sustentabilidade da indústria a longo prazo; Há um potencial inexplorado significativo para a cadeia de fornecimento de treinamento e educação industrial em países em todo o mundo. Desafios Com 751 gigawatts (GW) de capacidade de energia eólica já instalada, a indústria eólica gerou quase 1,2 milhão de empregos em todo o mundo até o momento, de acordo com a Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, em inglês). Em 2020, havia aproximadamente 550 mil trabalhadores em energia eólica na China, 260 mil no Brasil, 115 mil nos EUA e 63 mil na Índia, de acordo com uma pesquisa global da GWEC Market Intelligence. Em estudo divulgado em maio, a GWEC projeta a criação de 3,3 milhões de empregos diretos no setor até 2025. O relatório conclui que esse ritmo de treinamento pode não ser suficiente para formar outros 280 mil trabalhadores necessários para instalar os 490 GW previstos de nova capacidade nos próximos cinco anos. Para Jakob Lau Holst, CEO da GWO, muito se fala sobre a quantidade de GW renováveis necessários para o mundo alcançar emissões líquidas zero, mas falta uma discussão sobre a força de trabalho atingir essa ambição.


Fonte: Epbr

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