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Bolsonaro fala em nova alta dos combustíveis; defasagem da gasolina chega a 18%


O presidente Jair Bolsonaro disse na tarde desta sexta-feira em entrevista coletiva com o ministro da Economia, Paulo Guedes, que mais cedo ou mais tarde o preço da gasolina terá que subir de novo.


O presidente mencionou que os preços no Brasil refletem os aumentos no exterior. “Nós sabemos que, aumentando o preço do petróleo lá fora e o dólar aqui dentro, o reajuste em poucos dias ou semanas, tem que ser cumprido na ponta da linha pela Petrobras”, disse.


E complementou: “A Petrobras é uma empresa em que tudo que acontece que não seja bom, a responsabilidade é minha. Nós indicamos o presidente da Petrobras, mas não temos ascendência sobre ela”.


Atualmente, no entanto, a defasagem na gasolina está em 15% e no diesel em 18%, segundo dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).


No ano, a Petrobras já reajustou o preço do diesel em 51,4% nas refinarias. No caso da gasolina, esse aumento chega a 61,9%.


Na ocasião, Bolsonaro defendeu ainda o auxílio de R$ 400 para mais de 700 mil caminhoneiros. “O caminhoneiro merece ter atenção da nossa parte. Foi decidido um auxílio aos mesmos, que custará menos de R$ 4 bilhões ao ano”, afirmou.


Por conta dos fortes aumentos nos preços dos combustíveis, caminhoneiros começam a fazer movimentos de greve. Representantes das empresas transportadoras iniciariam uma greve entre quinta-feira e o início da tarde desta sexta-feira, afetando a distribuição de combustíveis em vários locais de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.


A paralisação ocorreu após a Petrobras afirmar que não iria conseguir entregar todos os pedidos para novembro, gerando rumores de que poderia ocorrer um desabastecimento. Mas a Agência Nacional do Petróleo (ANP) nega que haja esse risco no momento.


Para fontes do setor, a estatal já deveria ter reajustado os valores dos combustíveis em relação aos últimos aumentos, feitos entre o fim de setembro e início de outubro.


Nos postos, o preço médio da gasolina, do diesel e do gás de botijão voltou a subir nos revendedores na última semana, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP).


No caso da gasolina, o preço médio do litro subiu 3,33% nas duas últimas semanas, passando de R$ 6,117 para R$ 6,321. Esta é, assim, a décima primeira semana seguida entre altas e estabilidade nos preços. No ano, acumula alta de 40,9%. Em alguns estados do Brasil, a gasolina já é vendida a R$ 7,499, como no Rio Grande do Sul.


A gasolina também já é encontrada acima dos R$ 7 em seis estados. Além do Rio Grande do Sul, estão na lista Rio de Janeiro (R$ 7,399), Piauí (R$ 7,159), Minas Gerais (R$ 7,179), Mato Grosso (R$ 7,047) e Acre (R$ 7,3).


No diesel, a alta foi de 0,3% nas duas últimas semanas, passando de R$ 4,961 para R$ 4,976, destacou a ANP. No ano, a alta chega a 37,99% na bomba.



Bruno Rosa e Manoel Ventura

Fonte: O Globo

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