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Biosev está oficialmente fora da bolsa de valores

Sucroenergética, que foi comprada pela Raízen, comunicou o cancelamento de seu registro de companhia aberta


Com a conclusão de um processo iniciado em março, pouco após o anúncio da venda da companhia para a Raízen, a Biosev realizou sua saída da bolsa de valores. A companhia anunciou o cancelamento de seu registro junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por meio de fato relevante.


De acordo o texto assinado pelo diretor de relações com investidores da Biosev, Leonardo Oliveira D’Elia, a sucroenergética já cumpriu todas as disposições legais e regulamentares. Com isso, a Biosev passa a ser uma empresa fechada – ao menos até sua integração à Raízen, que pretende abrir capital em breve.


A saída da companhia da bolsa de valores já era aguardada, sendo uma das etapas essenciais para que fosse concluída a venda à Raízen. Em documentos enviados à CVM em 25 de maio, a Biosev solicitou o cancelamento do registro de companhia aberta tanto à CVM quanto à B3. A justificativa era a incorporação das ações de emissão da companhia pela Hédera Investimentos e Participações, criada para representar os atuais acionistas dentro da nova estrutura.


Pelo acordo de venda da companhia, tanto a Cosan quanto a Shell – proprietárias da Raízen – deverão ficar com fatias de 48,25% da Biosev, enquanto os atuais acionistas do grupo, por meio da Hédera, terão os 3,5% restantes. Com isso, a Biosev se tornará uma subsidiária da Raízen.


Além disso, a Biosev já passou por algumas dificuldades no mercado de capitais. Em novembro de 2019, a companhia obteve uma extensão do prazo para recompor o seu Free Float (percentual mínimo de ações em circulação na bolsa em relação seu capital social), podendo manter um índice mínimo de 5,99%; de acordo com as regras da B3, o índice ideal é 25%.


O prazo final de recomposição era 31 de dezembro de 2020, entretanto, dez dias antes, a empresa publicou um novo fato relevante informando que havia sido autorizada pela B3, em caráter extraordinário, a permanecer no mesmo Free Float até que a sua recomposição ocorresse ou até 31 de dezembro de 2021. Com a saída da bolsa de valores, entretanto, isso não será mais necessário.



Com reportagem de Gabrielle Rumor Koster

Renata Bossle

Fonte: NovaCana

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