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Bioeletricidade a partir de bagaço e palha de cana cresce 14% em 2023, para 20,97 TWh

O bagaço e a palha da cana-de-açúcar lideraram a geração de bioeletricidade para a rede no país no ano passado, com uma oferta de 20,97 TWh, alta de 14% em relação a 2022, segundo boletim apresentado pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), com base em dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O gerente de bioeletricidade da Unica, Zilmar Souza, afirmou que a oferta é equivalente ao atendimento de 4% do consumo nacional de energia elétrica em 2023 ou 10,8 milhões de unidades consumidoras residenciais. A produção com o bagaço e a palha da cana também representou quase 75% de toda a geração de bioeletricidade para a rede no país em 2023, que foi de 28,14 TWh.

“Seria equivalentes a 25% da geração de energia elétrica pela usina Itaipu e a evitar as emissões de CO2 estimadas em 4,3 milhões de toneladas, marca que somente seria atingida com o cultivo de 30 milhões de árvores nativas ao longo de 20 anos”, afirmou Souza.

O boletim da Unica também informou que a Aneel prevê que a biomassa em geral cresça 1,16 GW em 2024, o maior valor desde 2013, com a instalação de 24 usinas geradoras, sendo que uma já entrou em operação em fevereiro, com 31 MW.

Dessas 23 usinas, 16 terão resíduos agroindustriais como combustíveis principais (categorizados como bagaço ou palha de cana, biogás, capim elefante e casca de arroz), sendo seis em São Paulo, quatro em Goiás, duas em Minas Gerais e uma unidade nos estados da Bahia, Pernambuco, Mato Grosso do Sul e Roraima.

As demais unidades geradoras terão como combustível principal biomassa florestal (cinco usinas), biocombustíveis líquidos (uma) e resíduos sólidos urbanos (uma).


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